Bispo argentino protegido pelo papa é acusado de abusar de seminaristas

Dom Gustavo Zanchetta
 recebeu tratamento
diferenciado de seu
 amigo Francisco

O Ministério Público da Argentina denunciou (acusação formal à Justiça) o bispo Gustavo Zanchetta (foto) de abusar sexualmente de dois seminaristas.

A Justiça confiscou o passaporte do bispo para que ele não fuja para Roma.

Zanchetta é amigo do papa Francisco, do qual ele vem recebendo tratamento diferenciado, de prestígio.

Ao iniciar o seu pontificado, uma das primeiras medidas episcopais do papa argentino foi nomear Gustavo Zanchetta, que atualmente é bispo emérito de Orán, da província de Salta.

A investigação e os nomes das supostas vítimas de Zanchetta estão sendo mantidos em segredo de Justiça.

A proximidade de Zanchetta com o papa não impediu que a credibilidade do bispo começasse a despencar em 2015.

Naquele ano, o conteúdo do celular do bispo vazou na rede social. Havia imagens de pornografia e de sexo entre homossexuais, incluindo uma selfe de Zanchetta.

Na época, o bispo disse que se tratava de uma montagem feita por opositores ao papa Francisco.

Em agosto de 2017, Zanchetta deixou a diocese alegando não poder trabalhar por problema de saúde.

Mas quatro meses depois, Francisco criou um Roma um cargo para o seu amigo, nomeando-o assessor para Administração do Patrimônio Apostólico da Sé.

Em 2018, o Vaticano afirmou que não sabia das imagens pornográficas do celular do bispo.

Mas o padre Juan José Manzano, ex-vigário geral da diocese de Orán, desmentiu essa versão.

Ele disse que, na época, denunciou o bispo ao Vaticano mais de uma vez, e nada houve com o amigo do papa.

Com informação do site CNA, Crux e outras fontes.





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EDITOR DESTE SITE



Paulo Lopes é jornalista profissional diplomado.
Trabalhou no jornal centenário abolicionista
Diário Popular, Folha de S.Paulo, revistas da
Editora Abril e em outras publicações.