Acobertamento de padres pedófilos acelera declínio da Igreja no Chile


O que ocorre
no Chile é uma
metáfora da
 ruína do catolicismo

[opinião]

Em apenas dez anos, o índice de católicos no Chile caiu de 73% da população para 45% em 2017.

O acobertamento pela Igreja de casos de pedofilia cometidos por padres está acelerando essa queda.

No começo de 2018 o papa Francisco esteve no Chile, sendo recebido por protestos, incluindo depredações de igrejas.

Naquele país, Francisco negou com veemência as acusações de que o clero local está comprometido até o pescoço com a pedofilia.

O papa demonstrou estar desinformado sobre sua própria Igreja na América Latina. Francisco nasceu na Argentina, que tem uma longa fronteira com o Chile.

Depois da visita do papa, as missas ficaram mais vazias.


Diante da reação de vítimas, o papa determinou uma investigação e descobriu o que todos no já sabiam: a Igreja Católica do Chile dá ampla e total cobertura aos padres pedófilos.

Francisco ficou indignado, como se algo semelhante nunca tivesse ocorrido em outros países, e todos os bispos do Chile pediram demissão, o que  nunca aconteceu em 2.000 anos da história da Igreja. O papa vai decidir se aceita a retirada de todos ou se de só alguns deles.

O que ocorre no Chile é a representação da crise pela qual passa toda a Igreja Católica.

Francisco é bom de marketing, mas, como diria Jesus, eis a verdade: ele não está conseguindo deter os padres tarados. 

A Igreja Católica está perdendo fiéis não só por causa dos padres violentadores de criancinhas, claro, porque o mundo caminha para secularização, alguns países mais e outros menos, em consequência de um conjunto de fatores.

Mas não há como negar que, por causa da pedofilia, a milenar Igreja Católica tende a se tornar uma seita antes do que se previa.

Com informação das agências.


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