SUS desperdiça recursos ao adotar práticas alternativas, diz CFM


Efeito
placebo
não cura

O SUS faz “uso indevido” de recursos ao oferecer tratamentos alternativos cuja eficácia não é cientificamente comprovada, diz o cardiologista Henrique Batista e Silva, secretário-geral do CFM (Conselho Federal de Medicina). 

Ele escreve que, “na melhor das hipóteses”, tratamentos como apiterapia, aromaterapia, bioenergética, constelação familiar, cromoterapia, geoterapia, hipnoterapia, imposição de mãos e terapia de florais apresentam efeito placebo.

“O seu uso por um doente otimista pode gerar a percepção de efeito semelhante ao de um procedimento já testado e reconhecido pela ciência. Porém, isso não significa cura ou melhora duradoura.”


O médico afirma que o SUS, ao ofertar as práticas alternativas, gera confusão no paciente quando ele tem de decidir por um tratamento realmente eficaz.

Observa que, em algumas circunstâncias, se a escolha for por uma pseudoterapia, o paciente pode perder tempo, “com redução de chances de recuperação e, no limite, até com o aumento do risco de morte”.

Para o médico, a adoção pela SUS de terapias sem lastro científico agrava a situação de um sistema de saúde que sofre de carência de recursos e da falta de competência administrativa.

Com informação da Folha de S.Paulo.


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