Dilma suspende kit anti-homofobia por considerá-lo 'inadequado'

"Bianca", personagem gay 

de vídeo atribuído ao kit
A presidente Dilma Rousseff suspendeu hoje (25) a produção do material pedagógico anti-homofobia -- o chamado kit gay -- que o Ministério da Educação ia distribuir às escolas públicas até o final do ano.

O ministro Gilberto Carvalho (Secretaria Geral) informou que a presidente considerou que o kit tem texto "inadequado" e vídeos "impróprios para o seu objetivo".

Os 74 deputados da bancada evangélica estão comemorando a decisão. Para eles, trata-se de uma vitória de sua mobilização contra o kit, que vinha sendo produzido com a ajuda da ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais).

Esses deputados e outros contrário ao kit, como Jair Bolsonaro, estavam ameaçando obstruir a pauta do Congresso, propor uma CPI para investigar o MEC e apoiar uma convocação do ministro Antônio Palocci (Casa Civil) para explicar a sua rápida evolução patrimonial, após às eleições.

Dilma decidiu, também, que a partir de agora toda material que envolva "costumes" terá de ser submetido aos setores interessados da sociedade antes de obter (ou não) a chancela governamental.

Os evangélicos argumentam que o kit faz apologia da homossexualidade, conforme, segundo eles, mostram os vídeos do material postados no Youtube. O MEC vinha negando que esses vídeos sejam a versão final do kit, e Toni Reis, presidente da ABGLT, disse ser "mentira" dos evangélicos que o material ensina como ser homossexual.

Vídeos atribuídos ao kit



dezembro de 2010