Avanço da arqueologia não confirma nada de Gênesis


Escavações não
obtêm provas dos
relatos bíblicos

Nos últimos anos, a arqueologia tem se beneficiado de avanços tecnológicos, como exames moleculares, mas ainda assim não encontrou nenhuma evidência de eventos de Gênesis. 

A constatação é do Haaretz, o mais antigo jornal de Israel que, como referência, tomou um artigo de Zeev Herzog, da Universidade de Tel Aviv, publicado em 1999 com o título “Bíblia: nenhuma evidencia arqueológica”.


Herzog é um arqueólogo israelense que participou da escavação de sítios como o de Tel Harzor e Tel Megiddo.

O jornal destaca que, vinte anos depois, o artigo do renomado arqueólogo continua atual.

Afirma que os fundadores da arqueologia israelense foram para as escavações com uma Bíblia na mão e se deram mal, porque, a partir dos 70, em vez de descobertas, eles começaram a acumular contradições.

Os arqueólogos não conseguiram encontrar indícios sobre a existência de Abraão, nem de seus herdeiros.

Não há provas de que os filhos de Israel tenham ido para o Egito.

Nem resquício da muralha que teria sido derrubada em Jericó por Josué.

A arqueologia não encontrou nenhuma evidência de que, por algum fenômeno natural, o Mar Vermelho tenha se dividido para dar passagem aos israelitas e que eles tivessem vagado 40 anos pelo Sinai.

Apesar de ter passado tanto tempo no deserto, não foi encontrado nenhum vestígio da passagem lá de dessa multidão, que teria vivido em tendas, sobre os quais nada foi encontrado.

Continua valendo a observação de Herzog de que o “Reino Unido” de David e Salomão, descrito na Bíblia como um poder regional, não passou de um domínio tribal, no máximo.

Não existem sequer suspeitas sobre qual teria sido o nome desse reino unificado.


Além do uso do método do Carbono 14, hoje há técnicas que permitem a datação de materiais inorgânicos.

Os primeiros ossos fossilizados de camelos encontrados em Israel são de 930 a.C. há muito tempo depois, portanto, da época mencionada por Gênesis.

Os filisteus realmente estiveram na região de Israel, mas séculos depois do período ao qual a Bíblia se refere.

Sobre o suposto palácio do rei Davi, Herzog escreveu algo que continua valendo, por ser a expressão de um fato:

“O caso do palácio real que não foi descoberto deve ser citado como um exemplo da armadilha em que somos lançados pela abordagem anacrônica da ‘arqueologia bíblica’”.

Com informação de Nir Hasson, do jornal Haaretz e foto de divulgação.





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