terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Nizan escreve que a solução para a crise brasileira é rezar

Publicitário disse que crer em
 Deus evita despertar a besta
Há pessoas que se sentem bem rezando (ou orando, como dizem os evangélicos), e, se é assim, ninguém tem nada com isso. A religiosidade é de fórum íntimo.

Diferente é publicar um artigo em um grande jornal defendendo que a oração pode salvar o Brasil da crise, como acaba de fazer o publicitário Nizan Guanaes (foto) na Folha de S.Paulo. Isso merece contestação.

Dizer que a oração é que pode tirar o Brasil do fundo do poço, sem propor nada de concreto, uma alternativa de política econômica, por exemplo, é irresponsabilidade da parte de um publicitário bem sucedido.

Nizan escreveu que “só mesmo Deus vai nos dar, por meio do seu Espírito Santo, as virtudes que não temos. No meu caso, por exemplo: paciência, sabedoria, parcimônia”.

Pela lógica do publicitário, os ateus não têm virtude alguma, o que é uma bobagem descomunal.

Em seu artigo, Nizan continou surpreendendo ao afirmar que, conforme dizem os Salmos, o “Senhor salva o homem e a besta. Tem uma besta no homem. E, se deixar a besta solta numa crise como essa, a besta desembesta”.

E eis que o publicitário encontrou o responsável pela crise brasileira: a besta. Um neopentecostal diria que se trata de Satanás.

A solução para o Brasil seria o exorcismo?

Se não for isso, Nizan ao menos poderia nos poupar da pobreza dos trocadilhos, como “besta desembesta”.

Parece ser impossível que o publicitário não tenha dado conta de que caiu no ridículo ao escrever coisas como “rezo para ser humano [...] no sentido divino desta palavra: ser um líder humano, um profissional humano, um marido humano, um pai humano”.

Sabe-se lá o que ele quis dizer com isso.

O artigo Nizan é um samba do criolo doido. Fala do papa, meditação, Rivotril. Etc.

Só não se refere ao evangélico Eduardo Cunha e ao católico José Carlos Bumlai, ambos metidos em corrupção, embora sejam tão religiosos quanto ele.

Nizan encerrou seu artigo com um preconceito mal disfarçado contra os ateus.

Escreveu:

“Acreditar em Deus é bom inclusive porque evita que a gente se ache Deus. E evita que a gente seja movida pela besta que está no homem.

“E por isso que, a cada manhã e a cada noite, eu rezo. Não para ser santo, como disse, mas para não ser besta. Para ser homem.”

Nizan pode rezar o quanto quiser, mas, figurativamente, ele é, sim, uma besta.

Com informação da Folha de S.Paulo e foto de divulgação.





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