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Religião, ateísmo, teoria da evolução e astronomia

terça-feira, 31 de março de 2015

Muçulmanos matam mais um blogueiro ateu em Bangladesh

Washigur foi
assassinado
a facadas
A Polícia de Daca, capital de Bangladesh, está acusando três estudantes de escolas muçulmanas de terem assassinado a facadas na segunda-feira (30) o blogueiro ateu Washigur Rahman (foto), 27, que combatia o fundamentalismo religioso sob o pseudônimo de “Patinho Feio”. Rahman foi atacado a 500 metros de sua casa.

Policiais prenderam dois dos suspeitos quando fugiam do local do crime. Um dos estudantes teria dito que o blogueiro foi morto por ter cometido blasfêmia contra Maomé.

Neste ano, Rahman é o segundo militante ateu assassinado por muçulmanos em Bangladesh.

O primeiro assassinato ocorreu em fevereiro e a vítima foi o americano Avijit Roy, autor do blog “Mente Livre”. Ele vivia em Atlanta e se encontrava em visita a uma feira de livros em Bangladesh.

Um blogueiro disse que Washigur, seu amigo, era uma “pessoa de fala mansa e de boa escrita” e tudo o que escrevia o fazia com muito cuidado, porque sabia do risco que corria. “Mas isso não o salvou.”

Esse blogueiro comentou que já se estabeleceu em Bangladesh uma lei do silêncio. “Quem matar um ateu na rua, aos olhos de todos, será considerado como herói.“

Falou que a palavra “nastik” (ateu) é usada para designar um sub-humano que tem de ser morto.

Asif Mohiuddin, outro ateu, já tinha sofrido um ataque de radicais islâmicos em 2013, sobrevivendo. Hoje vive no exterior.

Mohiuddin disse que Washigur desejava “de todo o coração” que o país fosse verdadeiramente laico, de modo que todos pudessem ter liberdade de expressão e crença.

Bob Churchill, diretor de comunicação da IHEU (International Humanist and Ethical Union), lamentou que tivesse ocorrido o assassinado de mais um livre pensador. ”A liberdade de expressão é um direito que tem de ser respeitado e protegido em Bangladesh e em todos os países.”

Com informação do site da IHEU e de outras fontes, com foto de divulgação.





Livro mostra por que Platão é o pai da perseguição aos ateus


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