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segunda-feira, 15 de abril de 2013

Rio terá gasto de R$ 26 milhões com transporte de católicos

Governos municipal e estadual estão na
 página de patrocinadores da jornada
O governo do Estado do Rio vai fornecer aos peregrinos da JMJ (Jornada Mundial da Juventude), evento católico, passes de transporte no valor de R$ 26 milhões. A informação é da Folha de S. Paulo.

A alocação desses recursos dos cofres públicos é inconstitucional, porque o Estado brasileiro é laico, o que significa que nenhuma instância de governo pode financiar quaisquer atividades de cunho religioso.

Em dezembro de 2011, a Assembleia Legislativa do Rio já tinha aprovado uma emenda orçamentária de autoria da deputada Myrian Rios (PDT), ligada ao movimento carismático da Igreja Católica, destinando R$ 5 milhões para a organização e divulgação da jornada.

A JMJ vai se realizar na cidade do Rio de 23 a 28 de julho, em paralelo à visita do papa Francisco. A Igreja estima que 2 milhões de jovens de vários países participarão da jornada.

Além dos recursos oficiais já garantidos — incluindo os da infraestrutura onde haverá a missa do papa —, a Dream Factory, empresa contratada para gerenciar a jornada e a visita de Francisco, está negociando a obtenção de mais dinheiro público para cobrir parte dos gastos totais do evento estimados em R$ 130 milhões.

"O suporte público ainda vai ser firmado”, disse Duda Mendonça, diretor da empresa. “Os valores estão sendo tratados e serão anunciados em breve."

Mendonça não informou com quem do Poder Executivo está negociado o aporte de mais recursos.

A prefeitura do Rio informou não ter sido contatada pela Dream Factory.

Nota da Secretaria Geral da Presidência da República afirmou que "as despesas operacionais da Jornada Mundial da Juventude, tanto com o evento em si (palco, sonorização, infraestrutura do local etc.) como com os peregrinos (transporte, alimentação e hospedagem), são de responsabilidade da Igreja Católica".

A Igreja já obteve cerca de R$ 25 milhões da iniciativa privada.

Magalhães afirmou que a Igreja, de sua parte, gastará o total de R$ 105 milhões, dinheiro que virá das inscrições de peregrinos, doações de fiéis e licenciamento de produtos.





Fontes: Paulopes e Folha de S.Paulo.

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