Em SP, candidato sem apoio dos evangélicos defende Estado laico

Fernando Haddad
Haddad está sendo boicotado pelos
religiosos por causa do kit gay
O candidato petista Fernando Haddad (foto) à prefeitura de São Paulo negou que esteja tentando se aproximar das lideranças evangélicas e voltou, nesta segunda-feira (10), a defender o Estado laico.

Afirmou que não “abre mão” da laicidade nem do combate à intolerância religiosa, que são “princípios que vai defender até o final da campanha”.

O candidato petista está sendo boicotado pelos pastores porque ele, como ministro da Educação, foi o autor da ideia do chamado kit gay — um manual que seria distribuído às escolas para combater a homofobia.
Para contornar a rejeição a Haddad, o governo federal deu um ministério, o da Pesca, a um evangélico, o senador Marcelo Crivella, que é também pastor licenciado da Igreja Universal. Contudo, a barganha não se concretizou na prática.

Marcos Ribeiro, coordenador do setor inter-religioso do PT, afirmou no final de semana que Haddad ia se aproximar dos religiosos nesta reta final da campanha. Hoje o candidato negou.

Antes, Haddad já tinha defendido o Estado laico ao criticar o envolvimento do seu concorrente Celso Russomanno com as religiões. Ele disse que “o Estado tem de respeitar as igrejas e defender a liberdade religiosa", mas mistura da política com religião "é equivocada".

Na mais recente pesquisa do DataFolha — que foi divulgada no dia 5 de setembro —, Haddad tinha 16% das intenções dos votos, tecnicamente empatado com o tucano José Serra (21%), tendo em conta que a margem de erro é de 3 pontos percentuais. Russomanno estava em confortável liderança com 35%.

Com informação das agências.

Petista afirma que religião deve ficar fora da campanha eleitoral.
maio de 2012


Religião na política.   Religião no Estado laico.