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Religião, ateísmo, teoria da evolução e astronomia

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segunda-feira, 4 de junho de 2012

Retirada de crucifixo de tribunais é ‘faniquito anticlerical’, diz arcebispo

arcebispo Dadeus Grings
Dom Grings afirmou que o 
Judiciário preferiu a maldição
O arcebispo Dadeus Grings (foto), 75, da Arquidiocese de Porto Alegre, disse que a decisão do Conselho da Magistratura do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul pela retirada do crucifixo das dependências dos tribunais foi um “faniquito anticlerical”.

“O Judiciário se considera um ente à parte, e eles [os juízes] pensam que são superiores e únicos”, disse. “Com essa atitude eles terminaram com toda a questão da verdade.”

Para dom Grings, o Judiciário preferiu a maldição à benção. “A sociedade como um todo aprecia muito os símbolos religiosos”, disse em entrevista ao Diário Regional.

O arcebispo afirmou que a Igreja Católica não se sentiu atingida porque a sua relação com o Estado brasileiro está determinada pelo acordo Brasil-Santa Sé. Firmado em 2009 (quando Bento 16 esteve no Brasil), o acordo é criticado por defensores da laicidade do Estado e por líderes evangélicos — a reclamação destes é de que o documento confere privilégios à Igreja Católica.

O Conselho da Magistratura do TJ-RS decidiu por unanimidade abolir os símbolos religiosos de suas dependências em março deste ano.

O fato de a decisão ter sido tomada a pedido da Liga Brasileira de Lébicas parece ter deixado os líderes da Igreja Católicos mais contrariados. Grings, por exemplo, na entrevista disse: “O pior de tudo é que os magistrados acolheram, perante uma larga maioria de cristãos, a opinião de um grupo muito pequeno de lésbicas”.

O desembargador Cláudio Baldino Maciel, relator do caso, afirmou na oportunidade que a exclusão dos símbolos religiosos é “a melhor forma” de garantia da  independência da Justiça.

Com informação do Diário Regional

TJ-RS mantém crucifixo fora dos tribunais.
maio de 2012

Religião no Estado laico.   Religião na Justiça.
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