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Religião, ateísmo, teoria da evolução e astronomia

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Religiosos intensificam ataques para desmoralizar ministra pró-aborto

Bispo Simão disse que
Eleonora é "mal-amada"
Lideranças religiosas e setores conservadores da sociedade intensificaram os ataques à nova ministra de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci, 67, em uma campanha para desmoralizá-la já no começo de sua gestão.

Em sua primeira entrevista coletiva após assumir a pasta, Eleonora, em coerência com seu passado, defendeu a legalização do aborto, mas ressaltou que essa é a sua posição pessoal, não a do governo.

Dom José Benedito Simão (foto), 61, bispo de Assis (SP), reagiu com contundência. Disse que Eleonora “é uma pessoa infeliz, mal-amada e irresponsável”.

“Ela adotou uma postura contra o povo e em favor da morte”, disse o bispo, que é presidente da Comissão pela Vida da regional Sul 1 (Estado de São Paulo) da CNBB.

A bancada parlamentar evangélica está pedindo a demissão de Eleonora. O deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), um dos líderes da bancada, disse que os evangélicos estão unidos para combater a ministra abortista.

O jornalista católico Reinaldo Azevedo, do site da Veja, publicou em seu blog trechos de uma entrevista -- concedida por Eleonora em outubro de 2004 -- que contêm informações que vão servir de munição aos adversários da ministra.

Ali, Eleonora fez uma retrospectiva de sua militância política (ela e Dilma Rousseff estiveram presas juntas) e contou que, na Colômbia, aprendeu a fazer aborto por aspiração. Disse que, por decisão do POC (Partido Operário Comunista), ela própria se submeteu a um aborto.

Afirmou, também, que costumava ter muitos homens e que a sua primeira relação homossexual ocorreu quando estava casada. Disse que o seu marido não se importou com isso. “Ele era um cara muito libertário.”

Ela falou ainda de sua filha lésbica e do filho que a moça teve por inseminação artificial.

A entrevista estava no da Universidade Federal de Santa Catarina e dali foi deletada após ter sido "descoberta". Para os críticos conservadores da ministra, trata-se de um arsenal de chumbo grosso.

Íntegra da entrevista da Eleonora Menicucci.

Dilma quebra acordo com religiosos ao nomear ministra pró-aborto.
fevereiro de 2012

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