Muçulmano diz que abate ‘prima pelo bem-estar’ do animal



Mohamed Hussein El Zoghbi, diretor da Federação das Associações Muçulmanas do Brasil, disse que o abate religiosos islâmico, o halal, “prima pelo bem-estar [dos animais] como nenhum outro” sacrifício.

A afirmação foi feita à Folha de S.Paulo a propósito do projeto de lei que o deputado Feliciano Filho (PV) apresentou à Assembleia Legislativa de São Paulo que, se aprovado, proibirá abate sem que o animal esteja anestesiado, o que religiões como o judaísmo e o islamismo não permitem.

Corte nas veias para que 
o animal morra logo
Zoghbi afirmou que, no halal, bois, aves e carneiros não sofrem porque a ruptura das veias e da traqueia faz com que a morte ocorra rapidamente.

“Quem vê pensa que [o animal] está sofrendo, mas já está morto, ele se debate por reflexo.”

O site do SIM (Sociedade Islâmica Maranhense) traz uma sequência de fotos do sacrifício de um boi. A foto acima é uma delas.

O SIM informa, no site, que somente os animais saudáveis são abatidos. “A faca utilizada deve ser bem afiada para permitir uma sangria única que minimize o sofrimento do animal”, diz.

Antes do corte, o abatedor tem de dizer: “Em nome de Alá, o mais bondoso, o mais misericordioso”.

O rabino Ruben Sternschein, da Congregação Israelita Paulista, também disse que o animal sofre pouco no abate kosher, que é muito parecido com o halal.

Afirmou que kosher não é um ritual religioso porque “o ideal judaico é o vegetarianismo”. “Consumir carne é uma concessão a alguém de alma fraca.”

Os exportadores de carne também têm interesse na não aprovação do projeto de lei de veto ao sacrifício. Em 2010, eles abateram 475,23 mil toneladas de carne que exigiram procedimentos do halal ou kosher. Tal quantidade correspondeu a 39% do total exportado.

Com informação da Folha e da Sociedade Islâmica do Maranhão



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