Levantamento da Unifesp com a USP ouviu 21 mil brasileiros e revelou que a queda foi mais intensa entre jovens do que na população adulta
O número de adolescentes brasileiros que se declaram sem religião cresceu 41,9% em pouco mais de uma década.
Coordenadora da pesquisa, a psiquiatra Clarice Madruga, professora afiliada ao Departamento de Psiquiatria da Unifesp, afirma que as novas gerações mantêm uma relação mais distante das instituições religiosas.
A fatia de jovens de 14 a 17 anos nessa condição passou de 14,3% em 2012 para 20,3% em 2023, segundo o LENAD III (Levantamento Nacional de Álcool e Drogas), conduzido pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) em parceria com a USP (Universidade de São Paulo), que ouviu mais de 21 mil brasileiros em todo o país.
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A mudança entre adolescentes supera a observada na população em geral: o percentual de adultos sem filiação religiosa subiu de 9,7% para 1,9% no período |
A pesquisa revela ainda que a importância atribuída à fé entre jovens com religião também recuou: em 2012, 66,2% diziam que ela era "muito importante"; em 2023, o índice caiu para 58,4%.
Coordenadora da pesquisa, a psiquiatra Clarice Madruga, professora afiliada ao Departamento de Psiquiatria da Unifesp, afirma que as novas gerações mantêm uma relação mais distante das instituições religiosas.
"Esse movimento ajuda a explicar por que o crescimento dos sem religião é mais acelerado entre adolescentes", diz Madruga.
Diferenças de gênero persistem: 89,5% das mulheres declararam ter religião, ante 85,8% dos homens. Entre os idosos, o vínculo religioso segue elevado, acima de 84%.
O fenômeno não é novo. Em 2009, o Paulopes já registrava o salto dos sem religião de 0,5% para 7,3% da população entre 1960 e 2000, com alerta de pesquisadores de que esse grupo é heterogêneo — inclui ateus, agnósticos e crentes sem vínculo institucional.
Os dados do LENAD III confirmam essa complexidade: "sem religião" não equivale necessariamente a ateísmo. Uma parcela mantém crenças difusas sem filiação formal, distinguindo secularização de mera desinstitucionalização religiosa.
Com informações de Cenarium Magazine e CNN Brasil.
Diferenças de gênero persistem: 89,5% das mulheres declararam ter religião, ante 85,8% dos homens. Entre os idosos, o vínculo religioso segue elevado, acima de 84%.
O fenômeno não é novo. Em 2009, o Paulopes já registrava o salto dos sem religião de 0,5% para 7,3% da população entre 1960 e 2000, com alerta de pesquisadores de que esse grupo é heterogêneo — inclui ateus, agnósticos e crentes sem vínculo institucional.
Os dados do LENAD III confirmam essa complexidade: "sem religião" não equivale necessariamente a ateísmo. Uma parcela mantém crenças difusas sem filiação formal, distinguindo secularização de mera desinstitucionalização religiosa.
Com informações de Cenarium Magazine e CNN Brasil.

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