O índice varia apenas 1% desde 2021. O cenário ocorre mesmo com o esforço de Donald Trump para levar o tema religioso de volta à esfera pública dos Estados Unidos.
O portal Paulopes já abordou como o declínio da fé institucional afeta a política americana. O tema é recorrente em análises sobre secularização no Ocidente.
Ryan Burge, cientista político da Universidade de Washington em St. Louis, diz que não existe um renascimento religioso na América nem reversão da trajetória.
Burge afirma que os dados representam uma prova de que a trajetória da religião no país não sofreu mudanças significativas ou melhorias nos últimos anos.
A frequência aos cultos religiosos apresenta declínio constante. Atualmente, 57% dos residentes dos Estados Unidos afirmam frequentar igrejas raramente ou nunca.
Em 1992, o grupo que ignorava os cultos era de 42%. A mudança reflete o distanciamento geracional, com jovens menos propensos a participar de ritos tradicionais.
Entre os negros americanos, a queda foi expressiva. O índice de quem vê a religião como muito importante caiu de 85%, há duas décadas, para 63% no período atual.
As mulheres também mudaram o perfil. O percentual das que consideram a fé muito importante caiu de 66% para 51%, reduzindo a diferença histórica para os homens.
No campo político, 64% dos republicanos dizem que a religião é muito importante. Entre os democratas, esse índice despencou de 60% para 37% em vinte anos.
Burge define o comportamento republicano como religião simbólica. Eles gostam da ideia da religião, mas os relatos de frequência aos cultos diminuíram no grupo.
A pesquisa sobre a importância da fé ouviu 2.019 adultos por telefone no final de 2025. A margem de erro do levantamento é de 3% para mais ou para menos.
O estudo sobre frequência a cultos utilizou amostra maior, com 13.454 adultos. O resultado apontou que a ida semanal às igrejas caiu para 31% no país.
Cerca de 61% dos jovens adultos raramente ou nunca frequentam serviços religiosos. O Gallup aponta que a substituição geracional remodela o panorama nacional.
Com informação de America Magazine e Religion News Service.
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