Um juiz implicou com a imagem porque, segundo ele, ela era inadequada para estar exposta em um prédio público
O presidente do Tribunal de Justiça da Bahia anulou a censura contra a imagem da chef Solange Borges, que havia sido removida de uma galeria em Camaçari (BA).
José Rotondano, presidente do TJ-BA, determinou que a foto de Solange Borges retorne ao Fórum Clemente Mariani. A peça havia sido removida por ordem interna.
A imagem integra a mostra "Gente é para Brilhar". O material exibe figuras populares da cidade. Borges aparece sorrindo com trajes típicos e contas de axé.
A imprensa da cidade relatou que o juiz Cesar Augusto de Andrade, de Camaçari (BA), pediu a retirada por considerar a foto imprópria ao Estado.
Andrade alegou que a figura de matriz africana fere a laicidade. Segundo ele, prédios públicos não devem exibir símbolos que privilegiam uma religião específica.
O magistrado ignorou que a mesma exposição possui a foto de uma mulher com a imagem de Santo Antônio. Críticos apontam que o foco foi apenas no candomblé.
Solange Borges, a mulher retratada, afirmou que o sorriso de uma mulher negra é um ato político. Ela ressaltou que o episódio reflete o racismo estrutural.
Marinho Soares, advogado e doutor em Direito, classificou a atitude como preconceituosa. Soares defendeu que a vestimenta não fere normas constitucionais.
O Conselho Nacional de Justiça abriu procedimento para investigar Andrade. O órgão avalia se houve abuso de autoridade ou discriminação religiosa no fórum.
A Bahia possui a maior população negra do Brasil. Cerca de 80% dos moradores do Estado se autodeclaram pretos ou pardos segundo dados recentes do IBGE.
O presidente do Tribunal de Justiça da Bahia anulou a censura contra a imagem da chef Solange Borges, que havia sido removida de uma galeria em Camaçari (BA).
José Rotondano, presidente do TJ-BA, determinou que a foto de Solange Borges retorne ao Fórum Clemente Mariani. A peça havia sido removida por ordem interna.
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Foto de candomblecista volta à exposição após ter sido retirada por juiz |
A imagem integra a mostra "Gente é para Brilhar". O material exibe figuras populares da cidade. Borges aparece sorrindo com trajes típicos e contas de axé.
A imprensa da cidade relatou que o juiz Cesar Augusto de Andrade, de Camaçari (BA), pediu a retirada por considerar a foto imprópria ao Estado.
Andrade alegou que a figura de matriz africana fere a laicidade. Segundo ele, prédios públicos não devem exibir símbolos que privilegiam uma religião específica.
O magistrado ignorou que a mesma exposição possui a foto de uma mulher com a imagem de Santo Antônio. Críticos apontam que o foco foi apenas no candomblé.
Solange Borges, a mulher retratada, afirmou que o sorriso de uma mulher negra é um ato político. Ela ressaltou que o episódio reflete o racismo estrutural.
Marinho Soares, advogado e doutor em Direito, classificou a atitude como preconceituosa. Soares defendeu que a vestimenta não fere normas constitucionais.
O Conselho Nacional de Justiça abriu procedimento para investigar Andrade. O órgão avalia se houve abuso de autoridade ou discriminação religiosa no fórum.
A Bahia possui a maior população negra do Brasil. Cerca de 80% dos moradores do Estado se autodeclaram pretos ou pardos segundo dados recentes do IBGE.
Com informação de Mais Região e outras fontes.

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