Pular para o conteúdo principal

Netflix documenta sequestro de jovem por fanático religioso

Documentário disponível na Netflix detalha como o fanatismo religioso serviu de base para o sequestro de Elizabeth Smart; obra possui nota 6,8 no IMDb e 94% de aprovação no Rotten Tomatoes


 

A Netflix lançou o documentário Kidnapped: Elizabeth Smart. A obra reconta o sequestro da jovem ocorrido em 2002. Brian David Mitchell invadiu a casa da família em Salt Lake City.

Mitchell se autointitulava profeta. Ele alegava receber mensagens divinas. Dizia que Deus o autorizava a escolher virgens. O criminoso usava a fé para justificar o controle sobre a vítima.

O fanatismo religioso serviu de arma psicológica. Mitchell tentava convencer Elizabeth de que o cativeiro era sagrado. Ele explorava crenças para gerar culpa e submissão na adolescente.

A insanidade do líder se manifestava na interpretação de textos sagrados. Mitchell se via acima das leis humanas. Ele agia como intermediário direto de uma divindade agressiva.

Wanda Barzee era cúmplice do marido. Os seguidores de Mitchell acreditavam na missão espiritual dele. O grupo isolado vivia em uma estrutura de seita onde questionar era considerado pecado.

Elizabeth Smart enfrentou abusos durante nove meses. O documentário mostra que a sobrevivência exigiu adaptação. O trauma e a doutrinação religiosa impediram tentativas anteriores de fuga.

O caso se assemelha ao de outros líderes que usam o nome de Deus para cometer crimes. Fanáticos costumam buscar pessoas vulneráveis para exercer poder absoluto e satisfazer desejos próprios.

A libertação ocorreu em março de 2003. A polícia localizou o grupo em Sandy, Utah. Elizabeth estava sob vigilância constante dos sequestradores quando foi finalmente reconhecida por populares.

A produção foca no depoimento da própria Elizabeth. Ela analisa como ideologias irracionais ganham força sem questionamento. O filme evita o espetáculo para priorizar a voz da sobrevivente.

Críticos avaliam o trabalho como um alerta sociológico. O fanatismo é exposto como ferramenta de dominação. Mitchell continua sendo o exemplo de como a religião pode servir à psicopatologia.

O documentário está disponível no catálogo da Netflix. A direção é de Benedict Sanderson. Mitchell e Barzee foram condenados pelos crimes cometidos sob pretexto de uma missão espiritual.

Comentários

Post mais lidos nos últimos 7 dias