Vídeo: professor explica a diferença entre o ateu da antiguidade e o de agora

'Ateísmo' passou a significar uma nova visão de mundo 

O professor de história Ricardo Oliveira da Silva explica no vídeo abaixo que na antiguidade ser ateu não significava necessariamente não crer em deuses, mas não ter a proteção dos entes poderosos do sobrenatural.

Em sentido amplo, era uma condição de desgraça total. Quem não contava com a ajuda de deuses não podia esperar muito da vida.

A palavra "ateu" passou a ter o sentido que tem hoje — aquele que não acredita em deuses — a partir do século 17.

Silva chama a atenção para essa diferença etimológica, um divisor de águas, para que não se confunda os ateus da antiguidade com os de hoje, o que prejudica o entendimento da história do ateísmo.

Sócrates (470 a.C. — 399 a.c.), por exemplo, foi considerado ateu e condenado a beber cicuta por blasfemar contra deuses de poderosos da época, mas ele acreditava em um mundo espiritual, de espíritos. O filósofo grego tinha apreço por Zeus.

Para o professor Silva, o novo significado para "ateu" serve como ponto de partida do ateísmo como uma visão alternativa de mundo, com valores seculares, valorização da ciência e o afastamento de dogmatismo religiosos.



> Esse vídeo é do canal no Youtube História e Ateísmo de Ricardo Oliveira da Silva, que ali se assina como Ricardo Russel.

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