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Morre de Covid-19 Aldir Blanc, que foi 'rigorosamente ateu, cético e cínico'

Em uma entrevista que concedeu ao “O Globo” em 2016, o compositor e escritor Aldir Blanc admitiu que a letra de “Dois para lá, dois pra cá” soa “meio mística”, mas ele fez questão de ressaltar: “O João Máximo [um amigo] tá aqui pra testemunhar que sou rigorosamente ateu, cético, cínico e escroto, nessa ordem”.

Aldir Blanc Mendes nasceu no Rio de Janeiro no dia 2 de setembro de 1946 e morreu na mesma cidade em 4 de maio de 2020.

Com suspeita de Covid-19, o que se confirmou, ele estava internado no dia 14 de abril em um hospital público por suspeita de ter contraído o coronavírus.

O seu estado era tão grave que a família chegou a fazer uma vaquinha para transferi-lo para um hospital particular.

Formado em medicina, com especialidade em psiquiatria, em 1973 ele desistiu a profissão para se dedicar somente à música.

É autor de joias da Música Popular Brasileira, como “O Bêbado e a Equilibrista”, que compôs em parceria com João Bosco, e   "O Mestre-sala dos Mares", "De Frente pro Crime", “Incompatibilidade de Gênios”.

Elis Regina foi uma de suas melhores intérpretes.

Aldir Blanc foi um firme opositor da ditadura militar.

Em 2017, ao comentar sobre a decadência cultural, comentou: “É o que somos, nossa vida, nossa alma. Resistimos porque do contrário morreríamos.”

Aldir Blanc morreu, mas sua música resiste.

EM UM TEXTO, O COMPOSITOR
ESCREVEU: 'NÃO PODEMOS
NOS CALAR'

Com informação das agências.





Preferir morrer a renegar Jesus Cristo é estupidez do fanatismo

Eu precisava de sangue, não de oração

Quem manda no Brasil são os crentes

Maçonaria não me quer por ser ateu, mas nem eu a aceitaria



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EDITOR DESTE SITE
Paulo Lopes é jornalista.Trabalhou
no jornal abolicionista Diario Popular,
Folha de S.Paulo, revistas da
Editora Abril e outras publicações.

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