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Universal é condenada a reconhecer vínculo trabalhista com PM que faz escolta

A Justiça Trabalhista em Nova Iguaçu (RJ) condenou a Igreja Universal a reconhecer vínculo de trabalho do PM Adriano Pimenta Brito, que atuou por nove anos como segurança de pastores e escolta no transporte de valores arrecadados com o dízimo.

Na sentença, proferida no fim de janeiro, o juiz José Augusto Cavalcante dos Santos determina o pagamento de R$ 210,6 mil pela condenada e ressalta que o uso de policiais militares é disseminado.

IGREJA USA PMS COMO
FREELANCES PARA
TRANSPORTAR SUA
ARRECADAÇÃO

“A reclamada (IURD) mantém policiais em situação de inatividade, que arregimentam policiais militares para prestação de serviços de segurança e escolta.”

Segundo Brito, só na igreja em Nova Iguaçu havia em torno de 28 agentes; em Duque de Caxias, outros 29/30, não computados os freelances.

Em seu depoimento, ele contou ainda que “o pagamento em Caxias era procedido com o depoente indo a Del Castilho, juntamente com o responsável pela base pegar o dinheiro com o pastor”. E que “já recebeu do pastor e de sua esposa”.


O representante da Universal admitiu que Brito começou a trabalhar na igreja em 2009, “encerrando em meados de 2018”. “Que não havia contrato por escrito, era contrato verbal.”

Testemunha do PM, o bombeiro Alexandre Moreira de Araújo corroborou várias informações e acrescentou outras, como a de que a “escolta era feita no carro da igreja ou no carro do próprio segurança; que cada dia um segurança cedia o carro, que os veículos não eram blindados”.

Araújo contou também que a Universal descontava de seu salário R$ 20,00 por quinzena “para café, biscoitos e material de limpeza” e que também descontou R$ 50,00 do ingresso para o filme “Os dez mandamentos”, mas que “não foi consultado se queria o convite ou não”.

Para Gustavo Barbosa, do escritório Barbosa & Barbosa advogados, a prática de usar PMs, bombeiros e até militares na segurança de pastores da Universal “é disseminada pelo país”. “E nos últimos anos, houve uma explosão de processos na Justiça do Trabalho.”

Com informação do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e do "O Antagonista".




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Paulo Lopes é jornalista
Trabalhou no jornal 
abolicionista Diario Popular, 
Folha de S.Paulo, revistas da
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