Pastor da Costa do Marfim acusa Universal de escravizar seus colegas africanos

Jovem morreu em um
 tumulto de manifestantes
 quando tentavam invadir
 um templo em São Tomé

O pastor Iudumilo da Costa Veloso, que atuava em um templo da Igreja Universal em Costa do Marfim, África, escreveu no Facebook que os pastores brasileiros da igreja "humilham, insultam, esmagam e escravizam os (pastores) africanos".

Veloso era de um templo da Universal em São Tomé e Príncipe e foi transferido para Costa do Marfim havia 14 anos.

Ele afirmou também, na rede social, que os bispos e pastores brasileiros se apropriam dos dízimos pagos para a Igreja.

Veloso fez uma acusação que tem sido recorrente na África e outros países com filiais da Universal: os pastores são obrigados a fazer vasectomia para que, sem filhos, se dediquem mais à Igreja.

"Éramos muito pacientes, humildes demais, educados demais. Agora é hora de agir sem piedade!", escreveu o pastor no Facebook.

A Universal acusou Veloso de difamação e a Justiça o condenou a um ano de prisão.

O pastor assumiu a autoria dos textos, mas seu advogado disse que seu cliente foi induzido a fazer essa confissão na expectativa de ser solto, o que não ocorreu.

No dia 16 de outubro de 2019 manifestantes tentaram invadir um tempo na cidade de São Tomé, capital de São Tomé e Príncipe, em protesto à prisão do pastor.

No tumulto, um jovem foi morto à bala pela polícia.

O governo está pressionando a Universal retirar o processo contra o pastor Veloso, de modo que ele possa voltar para seu país natal.

Algumas autoridades de São Tomé falam em expulsar a igreja do país.

Com informação da BBC Brasil e de outras fontes, com foto de divulgação.



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