Estado Islâmico reivindica atentado que matou duas pessoas em Londres

por Deutsche Welle

O britânico de 28 anos suspeito de atacar pedestres na Ponte de Londres com uma faca já havia sido condenado por terrorismo em 2012 e foi libertado da prisão em 2018, confirmou a polícia neste sábado, 30 de novembro de 2019.

As autoridades buscam pistas para esclarecer como ele conseguiu promover o ataque, que deixou dois mortos e três feridos, estando em liberdade condicional.

Identificado como Usman Khan, o suspeito foi condenado a 16 anos de prisão em 2012 por participar de um grupo que estava planejando um ataque à Bolsa de Valores de Londres. O atentando a bomba foi inspirando em ações do grupo terrorista Al Qaeda. Khan era um dos nove integrantes da organização que teria inclusive construído um campo de treino terrorista no Paquistão.

"Esse indivíduo era conhecido das autoridades, condenado em 2012 por terrorismo. Claramente, uma linha-chave de investigação é estabelecer como foi possível que ele realizasse esse ataque", afirmou o chefe do departamento de antiterrorismo da Scotland Yard, Neil Basu, em comunicado.




Segundo Basu, Khan estava participando de um programa educacional para detentos. Ele disse ainda que o suspeito parecia estar usando um colete explosivo que se revelou falso. De acordo com a imprensa britânica, Khan estaria usando uma tornozeleira eletrônica no momento do ataque e era monitorado pelas autoridades.

O atentado levanta questões difíceis para o governo do Reino Unido sobre os serviços de segurança. Em liberdade condicional, Khan deveria cumprir certas condições para evitar seu retorno à prisão. O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, afirmou que ele argumenta "há muito tempo" que é um "erro permitir que criminosos violentos saiam da prisão de maneira antecipada".

O grupo terrorista "Estado Islâmico" (EI) reivindicou o atentado na Ponte de Londres. A agência de notícias Amaq, ligada à milícia jihadista, disse que Khan era um combatente do EI e que ele realizou o ataque respondendo aos pedidos de alvejar cidadãos de países que formam uma aliança contra o "Estado Islâmico".

O ataque ocorreu por volta das 14h (horário local) de sexta-feira. O suspeito começou a esfaquear pedestres na Ponte de Londres. Antes de ser morto pela polícia, ele matou duas pessoas — um homem e uma mulher — e feriu outras três. As autoridades disseram que um dos feridos está em estado em grave, mas suas condições são estáveis.



Com vídeo do Youtube. Deutsche Welle é uma emissora da Alemanha que produz jornalismo em 30 idiomas.



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Comentários

  1. Esses países mais civilizados não entendem que estão lidando com feras enlouquecidas ... tem que prender e cortar a garganta dessa gente .. ai o problema acaba .. não eh prender e depois soltar ... ai dá nisso ai ...

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  2. Lei de Execução Penal

    Art. 24. A assistência religiosa, com liberdade de culto, será prestada aos presos e aos internados, permitindo-se-lhes a participação nos serviços organizados no estabelecimento penal, bem como a posse de livros de instrução religiosa.

    § 1º No estabelecimento haverá local apropriado para os cultos religiosos.

    § 2º Nenhum preso ou internado poderá ser obrigado a participar de atividade religiosa.

    Art. 33. A jornada normal de trabalho não será inferior a 6 (seis) nem superior a 8 (oito) horas, com descanso nos domingos e feriados.

    "2.“Aquele que disputa com o Todo-poderoso apresente suas críticas! Aquele que discute com Deus responda!”."
    Jó, 40 - Bíblia Católica Online

    Leia mais em: https://www.bibliacatolica.com.br/biblia-ave-maria/jo/40/

    Deus mandou o homem trabalhar no mesmo tempo em que foi feita a Terra, mas não mandou o homem fazer a própria Terra. Deus só pensou no tempo de serviço.

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EDITOR DESTE SITE



Paulo Lopes é jornalista profissional diplomado.
Trabalhou no jornal centenário abolicionista
Diário Popular, Folha de S.Paulo, revistas da
Editora Abril e em outras publicações.