Em 11 anos, argentinos sem religião aumentam de 11,3% para 18,9%

Entre os jovens, o índice dos
 sem religião é de 25%,
evangélicos continuam em
 ascensão e católicos em queda

O índice de argentinos que declaram não ter religião subiu de 11,3% em 2008 para 18,9% em 2019.

Trata-se de um avanço que supera até mesmo o crescimento de evangélicos naquele país, de 9% para 15,3%, no mesmo período.

A pesquisa é do CONICET (Conselho Nacional de Investigações Científicas e Técnicas da República Argentina), que em 2019 consultou 2.421 adultos.

Os católicos continuam sendo o maior contingente religioso do país, mas o seu percentual em relação à população encontra-se em queda acentuada. No período, caiu de 76,5% para 62,9%.

Se mantida essa tendência, os católicos deixarão de ser maioria nos próximos dez anos.




O fato de o papa Francisco ser argentino não tem ajudado a Argentina manter ao menos a estabilidade na quantidade de seus seguidores. O pontificado de Francisco começou em 2013.

Uma expressiva maioria (82%) da população declarou que Francisco não causou impacto em seu religiosidade.

Divulgado em 19 de outubro de 2019, a pesquisa revela que o número de argentinos sem religião é maior entre os jovens, chegando a 25% na faixa de 19 anos a 29, contrastando com os 8% entre as pessoas acima de 65 anos.

A presença dos sem religião é mais expressiva em Buenos Aires.

Ali, os católicos são 56,8% da população, um dos índices mais baixos das cidades da Argentina.

Dos total das mulheres, 65,3% declararam-se católicas e 16,9% evangélicas, em comparação com os 14,5% das sem religião.

Em relação aos homens, 23,8% se definem sem religião, em comparação com os 60% dos que se identificam como católicos e 13,6% como evangélicos.

Com informação de laCroix Internacional.



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EDITOR DESTE SITE



Paulo Lopes é jornalista profissional diplomado.
Trabalhou no jornal centenário abolicionista
Diário Popular, Folha de S.Paulo, revistas da
Editora Abril e em outras publicações.