Mesmo vendendo Bíblia a evangélicos empresa de Malafaia tem prejuízo

Crise econômica e queda de
 prestígio de Malafaia explicam
 a falência da Central Gospel

A crise econômica na qual o Brasil está afundado desde o governo de Dilma tem levado muitas empresas a fecharem ou recorreram à recuperação judicial, a antiga falência.

Ainda assim alguns negócios são mais afetados por outros e, por isso, causou surpresa o pedido de recuperação judicial apresentado pela Central Gospel, empresa do pastor Silas Malafaia e de sua mulher, a pastora Elizete.

A empresa deve cerca de R$ 16 milhões, o que não é um valor significativo em se tratando de uma editora que já foi considerada uma das mais sólidas do mercado gospel, segundo o próprio Malafaia.

O problema é que nenhum banco quis cobrir a dívida da Central Gospel por duvidar que ela tenha condições de se recuperar.

Além da crise de economia e da oferta de graça pela internet de informações cristãs, é preciso também considerar a capacidade de administração da Malafaia.

Afinal, a Central Gospel, entre outros livros e artigos cristãos, vende Bíblia para evangélicos, é como vender doce para crianças.

O pastor afirma que, durante crise econômica, quem tem uma Bíblia não compra outra.

Malafaia está distorcendo uma informação para justificar sua inabilidade de gerenciamento.

Em 2018, de fato, houve queda de vendas em todos os segmentos do mercado de livros, mas registrou-se crescimento de faturamento no setor de obras religiosas, de 1%, de acordo com a Pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro [gráfico abaixo].

Faturamento do segmento
 de livros religiosos apresentou
 em pequeno aumento

Os evangélicos continuam comprando Bíblia e livros, certamente com os preços reajustados, para compensar o declínio das vendas, e, por algum motivo, eles não estão dando preferência à Central Gospel.

Não dá para dissociar a falência da editora do declínio de prestígio de seu proprietário e propagador.

No meio evangélico, há informações de que a Assembleia de Deus Vitória em Cristo, igreja de Malafaia, está perdendo fiéis para pastores mais jovens e não tão radicais contra os homossexuais.

Um desses pastores é Leonardo Sale, com quem Malafaia ficou indignado ao saber que um frequentador da Vitória em Cristo estava fazendo doação na igreja do concorrente.

Malafaia já foi considerado por uma publicação estrangeira como um dos líderes mais influentes do Brasil.

Agora, talvez seja o caso de o pastor ler alguns livros à venda em sua própria editora, como “Liderança mais abrangente e eficaz” ou “Passe o Bastão”.


Com informação da Folha da Editora Central Gospel, de vídeos e de outras fontes.



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Comentários

Paul Muadib disse…
"O pastor afirma que, durante crise econômica, quem tem uma Bíblia não compra outra."

E quem tem bom senso não compra nenhuma.
Unknown disse…
Má gestão, ou será que a queda no faturamento tem relação com as acusações de lavagem de dinheiro? Qual "cliente" vai querer lavar dinheiro com alguém que está na mira da PF?