Escritório de advocacia desiste de defender o curandeiro João de Deus

Advogados acreditam na
 inocência do curandeiro, mas
 desistiram da defesa.
Honorários insuficientes?

A defesa do curandeiro João de Deus anunciou em 24 de julho de 2019 que deixou a causa. Em nota, o advogado Alberto Toron informou que equipe de nove profissionais não vai mais atuar a favor do médium por "imperativo ético". O motivo não foi divulgado.

"A defesa técnica do Sr. João Teixeira de Faria, conhecido como João de Deus, renuncia à causa. Por imperativo ético, não podemos declinar as razões. Contudo, reiteramos nossa confiança na inocência do Sr. João e repudiamos a irreparável injustiça de manter preso preventivamente, um homem de 77 anos, doente, que ainda aguarda um veredicto sobre as acusações lançadas contra si. Confiamos que em um futuro breve a verdade e a Justiça sejam restabelecidas", disse a defesa na nota.

João de Deus foi preso preventivamente em 16 de dezembro do ano passado por denúncias de abuso sexual. 

Até o momento, o Ministério Público de Goiás (MP-GO) apresentou nove denúncias contra ele, nas quais é acusado de crimes como estupro de vulnerável e violação sexual. Segundo o MP, os crimes ocorreram pelo menos desde 1990, sendo interrompidos em 2018, quando as primeiras denúncias foram divulgadas pela imprensa.

Segundo os advogados, durante os depoimentos prestados à polícia e à Justiça, João de Deus negou as acusações e disse que nunca praticou abusos contra mulheres que frequentaram a Casa Dom Inácio Loyola, em Abadiânia (GO), onde ele atendia pacientes em busca de cura espiritual.

Com informação da Agência Brasil.





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EDITOR DESTE SITE

Paulo Lopes é jornalista profissional diplomado.
Trabalhou no jornal centenário abolicionista
Diario Popular, Folha de S.Paulo, revistas da
Editora Abril e em outras publicações.