Justiça da Inglaterra confirma demissão de enfermeira que deu Bíblia a paciente

Doente de câncer
 considerou o
 comportamento de Sarah
 "muito bizarro"

Um Tribunal de Recursos da Inglaterra confirmou que foi legal a demissão de uma enfermeira que fez proselitismo cristão a um doente.

Sarah Kuteh (foto), 50, no dia 20 de junho de 2016 ofereceu a um paciente com câncer uma Bíblia e o fez cantar “O Senhor é Meu Pastor”, Salmo 23, para ajudá-lo na cura.

O doente disse que foi pego de surpresa e que achou tudo “muito bizarro, como se fosse um esquete do Monty Python” (programa de humor britânico).

Darent Valley Hospital, em Dartford, Kent, demitiu Kuteh em agosto daquele ano por falta de profissionalismo e ter “aptidão para a prática” [de proselitismo], já que vinha incomodando outros pacientes com a sua fé.

A decisão do hospital foi chancelada por um tribunal especializado em ações trabalhistas.

Depois de ter perdido um recurso, a enfermeira entrou com um segundo, para ser readmitida, com a alegação de que só quis fazer o bem ao paciente. 

Após o primeiro recurso, ela encontrou um emprego em uma clínica de repouso, sob a condição de ser monitorada por uma enfermeira mais graduada. 

No entendimento da Justiça, o direto à religião da enfermeira não a autoriza a evangelizar os pacientes, que também precisam ser respeitados, acreditem eles ou não em um deus.

Com três filhos, Sarah tem o apoio da Christian Legal Centre, mas agora, com uma nova confirmação judicial e a visibilidade na imprensa, ela se complicou mais ainda profissionalmente.

Com informação do site Premier e de outras fontes, com foto de divulgação do Christian Legal Centre.





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Comentários

  1. Respeitar a crença ou não crença DO PACIENTE, nunca querer ficar alterando, pois psicologicamente (Efeito Placebo) é importante para o paciente a crença que possui. Admitindo logicamente quando a crença nada atrapalha a pessoa ou tratamento.

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EDITOR DESTE SITE

Paulo Lopes é jornalista profissional diplomado.
Trabalhou no jornal centenário abolicionista
Diario Popular, Folha de S.Paulo, revistas da
Editora Abril e em outras publicações.