Por ora, religião vence na Argentina: Senado veta legalização do aborto

Senadores invocaram
 suas convicções
 religiosas para
decidir pelas mulheres


[notícia]

País do papa Francisco e onde o governo paga salário aos sacerdotes católicos, Argentina se rendeu ao conservadorismo religioso, brecando no Senado a legalização do aborto até a 14ª semana de gravidez.

Na madrugada de hoje, 9 de agosto de 2018, a proposta da descriminalização do aborto foi rejeitada por 38 votos a 31.

Na Câmara dos Deputados, em votação apertada, a legalização tinha sido aprovada.


A lei em vigor determina que a mulher pode ser condenada até a quatro anos de prisão, por interromper a gravidez.

Mas isso não impedirá que as mulheres, por variados motivos, continuem recorrendo ao aborto a cada  um minuto e meio, submetendo-se, muitas vezes, ao risco de morte.

Não há cadeia suficiente para todas, se todos os casos fossem levados à Justiça. A lei é impraticável.

As pesquisas previram a derrota da descriminalização por causa do perfil conservador da maioria dos senadores.

Muitos deles, ao justificar o seu voto, se reportaram às suas convicções religiosas, citando, inclusive, o papa Francisco, cuja popularidade na Argentina é elevada.

A lei continua a mesma, mas a Argentina mudou, porque uma parcela significativa da população descobriu que pode se contrapor aos valores conservadores da Igreja e de políticos.

A proposta da descriminalização poderá ser reapresentada em um ano.

Com informação das agências.


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