Perigo da mistura de religião com política é a radicalização, diz jornalista


Não dá para
 negociar com
quem segue
verdades absolutas
[opinião]

O eleitor é soberano e o seu voto pode ser determinado inclusive por suas crenças religiosas.

Da mesma forma, em uma democracia, qualquer cidadão pode se candidatar, mesmo um sacerdote, com discurso voltado para os seguidores de sua religião. 

O jornalista Hélio Schwartsman escreve que em um Estado laico não há como impedir essa mistura de política com religião, cujas consequências, segundo ele, não são necessariamente deletérias.


Schwartsman só se preocupa quando a religião se finca na política como um marco de radicalização.

“Religiões frequentemente operam com conceitos absolutos. Se as Escrituras dizem que o aborto e o homossexualismo são pecado, como podem simples mortais duvidar da palavra imutável de Deus?”

Para ele, religião e política são incompatíveis na medida em que esta é tida como “a arte da pacificação de conflitos por meio de negociações”. E a lei divina é inflexível, não suporta nenhum tipo de negociação.

Por isso, ele conclui, “a democracia só sobrevive se as pessoas forem relativamente relapsas em sua religiosidade”.



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