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Saiba por que a onda evangélica diminuiu a velocidade

A profecia de um Brasil majoritariamente evangélico em 2032 ficou improvável. Dados mostram avanço dos que creem mas abandonam os templos e dízimos por cansaço político.
    
   

O gráfico
mostra que
a freada
começou
em 2010,
com a
tendência
nos próximos
anos a uma
estabilização

O Brasil evangélico continua a crescer, mas pisou no freio. A previsão de maioria absoluta em 2032 tornou-se matematicamente improvável com a nova velocidade.

Dados oficiais do IBGE mostram uma realidade modesta. Em 2010, eles eram 21,6% da população. Em 2022, somam 26,9%. O salto foi menor do que na década anterior.

O crescimento foi de 5,3 pontos percentuais em 12 anos. Na década de 2000 a 2010, o aumento havia sido maior, de 6,5 pontos, em menos tempo.

A expansão deixou de ser uma explosão geométrica. Agora, o avanço enfrenta resistência no tecido social e demográfico do país.

Sociólogos indicam que a politização extrema dos púlpitos gerou fadiga. O alinhamento total entre fé e um espectro político afastou parte dos fiéis.

Jovens e mulheres de periferia discordam da retórica agressiva. Isso não cria necessariamente ateus, mas gera os chamados “crentes fora da igreja”.

O avanço dos “desigrejados” tem sido significativo. Uma parte do crescimento migrou para evangélicos não praticantes, que mantêm a fé mas não frequentam templos.

Esse grupo não bate ponto na igreja e, principalmente, não dizima. Para grandes corporações eclesiásticas, isso significa perda de controle financeiro.

A transição demográfica também pesa. A base histórica de conversão, formada por jovens e pobres, diminuiu com a queda drástica da natalidade no Brasil.

Há menos pessoas nascendo para serem convertidas. O “mercado da fé” saturou e a competição aumentou com o fortalecimento do grupo “sem religião”.

O Paulopes já noticiou casos semelhantes sobre a perda de fiéis nas capitais. A recusa à religião institucionalizada compete hoje com o pentecostalismo.

Os “sem religião” consolidaram-se como barreira. Entre os jovens, esse grupo cresce indicando processos de desinstitucionalização da fé.

Enquanto isso, religiões de matriz africana triplicaram de tamanho percentual. A intolerância não apagou crenças como Candomblé e Umbanda, que resistem.

O cenário futuro aponta para maior pluralização. O campo religioso brasileiro caminha para a instabilidade institucional, e não para um simples duelo.

Com informação da Agência Pública, Veja, Terra, BBC e Le Monde.     


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