Milhares de argentinos aderem à campanha de desligamento da Igreja


Camila e Juana
 preenchem formulário
de desligamento
formal da religião

A CAEL (Coalizão Argentina por um Estado Leigo) está obtendo milhares de adesão a sua campanha de desligamento formal de pessoas da Igreja Católica.

Com divulgação nas redes sociais, a campanha surgiu em consequência da “onda verde”, como é chamado o movimento no país pela descriminação do aborto.

Como os senadores rejeitaram a liberação do aborto até a 14ª semana de gestação, e muito deles votaram assumindo abertamente suas convicções religiosas, a CAEL acredita que o interesse pela  apostasia vai continuar.


Trata-se de uma atitude política, além de pessoal, disse Fernando Lozada, um dos dirigentes da CAEL.

Em 8 de agosto de 2018 — um dia antes, portanto, da votação do Senado sobre a questão do aborto —, houve fila diante de uma mesa que a coalizão pôs na Avenida de Mayo, Buenos Aires, para encaminhamento de pedidos de apostasia.

Os interessados só precisam preencher um formulário e entregar uma fotocópia de seu documento de identidade, e a CAEL enviará o pedido de desligamento da Igreja para a paróquia de cada um.

Camila Belén Scalisi (na foto acima à esquerda), que estava fazendo companhia na fila a sua amiga Juana Mujica, afirmou que sente a pressão religiosa contra o aborto e outros temas já em sua casa. Seu pai é pastor.

A professora Marcela Brusa, 58, também da CAEL, acha importante o movimento da apostasia porque “a Igreja usa o número de batizados para reivindicar privilégios do Estado”.

Entre esses privilégios, a partir de uma estimativa do número de batizados, a Igreja Católica recebe anualmente 20 bilhões de pesos.

Com informação e foto do site Infobae.


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