Itália condena médicos que aceitaram recusa de TJ por transfusão; paciente morreu


Testemunha de
Jeová piorou por
 se negar a
receber sangue

A Justiça da Itália condenou na semana passada os médicos Roberto La Rocca e Antonio Campomagi, de uma clínica privada de Ancona, capital da região de Marche, a dois anos de prisão por concordarem com a recusa de paciente a uma transfusão de sangue por motivo religioso.

Testemunha de Jeová de 66 anos chamado pela imprensa apenas pelo seu primeiro nome, Príamo foi operado de colecistectomia em 17 de janeiro de 2013.

Ele morreu em março do mesmo ano, após passar por outros dois hospitais.


Inicialmente, por ter havido complicações na cirurgia, Príamo foi transferido da clínica para o Ospedali Riuniti de Ancona, um centro de excelência.

Também ali ele se recusou à transfusão de sangue e pediu remoção para um hospital em Varese, a 500 km de Ancona [ver abaixo mapa do percurso].

Em Varese, o paciente foi submetido a uma nova cirurgia e, contra sua expectativa, a uma transfusão. Mesmo assim ele  não sobreviveu.

A juíza Anna Azzena condenou os  dois médicos da Ancona por entender que eles não deveriam ter transferido Príamo para outro hospital sem antes submetê-lo a uma transfusão, dado o seu grave estado de saúde.

Para ela, médicos devem dar prioridade à vida do paciente e não à crença deste.

Azzena absolveu os quatro médicos que atenderam o paciente em Varese por julgar que eles fizeram o que foi possível.

O Ministério Público queria que esses médicos também fossem condenados por homicídio.


Com informação de La Prealpina, Il Resto del Carlino e outras fontes e foto de divulgação.


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