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Toffoli faz alusão ao fanatismo religioso do juiz Bretas, da Lava Jato


Ministro diz que o
 'moralismo esconde
coisas cruéis'

O ministro Dias Toffoli (foto), do STF, reforçou as criticas do seu colega Gilmar Mendes ao juiz Marcelo Bretas, da Lava Jato do Rio, de que ele ostenta um falso moralismo, impondo pena severa a criminosos idosos, ao mesmo tempo em que usufrui indevidamente de auxílio-moradia. 

Sem citar nomes, Toffoli fez alusão ao proselitismo evangélico de Bretas no Twitter.

“É juiz ou justiceiro?”

O ministro contou que sua falecida mãe costumava criticar o padre da missa que falava mal do tamanho da saia das moças.


“Ela dizia esse [o padre] deve ser o mais tarado. Quando falava de criança, dizia que esse deve ser pedófilo”, afirmou o ministro.

“O moralismo esconde coisas cruéis.”

Bretas tem sido duro com os criminosos de colarinho branco, e é isso que se espera de um juiz em país de corrupção sistêmica.

Mas ao misturar Justiça com religião, como tem feito, inclusive nos autos, Bretas corre o risco de ser acusado de fanatismo religioso ou de falso moralista, o que já começa a ocorrer.

Com informação de Jota.


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Paulo Lopes é jornalista
Trabalhou no jornal 
abolicionista Diario Popular, 
Folha de S.Paulo, revistas da
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