Delegado das 'revelações divinas' sobre crianças esquartejadas vira réu


Delegado de Deus
foi afastado de
suas atividades


do Gauchazh 

O juiz Marcos Martins, da 2ª Vara Criminal de Novo Hamburgo, aceitou denúncia do Ministério Público contra o delegado Moacir Fermino por falsidade documental e corrupção de testemunhas, no caso das crianças esquartejadas que foram encontradas no município.

Em janeiro deste ano, o delegado afirmou ter tido "revelações divinas" sobre suposto ritual satânico e que profetas teriam indicado os caminhos para a investigação, inclusive apontando quem ele deveria ouvir.


O juiz também aceitou denúncia contra outros dois acusados: o policial Marcelo Cassanta, por falsidade documental, e Paulo Sérgio Lehmen, por corrupção de testemunhas.

 Lehmen, que está preso, foi apontado como informante dos policiais e por ter, segundo acusação, induzido outras testemunhas a mentir sobre a existência de um ritual satânico.

Na decisão, o magistrado – que também manteve a prorrogação da suspensão do exercício da função pública do delegado – entendeu que há provas e indícios suficientes sobre os delitos citados pela Promotoria. Além disso, Martins confirmou a suspensão do afastamento das funções de Cassanta.

"Considerando a gravidade das acusações e sendo essas ligadas aos principais deveres e atribuições do delegado de polícia, o que, inclusive, pode resultar na perda do cargo, impõe-se a manutenção do afastamento do acusado do cargo de delegado de polícia até a prolação da sentença", aponta a decisão judicial.

O advogado de defesa de Moacir Fermino, José Cláudio de Lima da Silva, afirmou que ainda não teve acesso aos autos do processo e, por isso, desconhece os termos da denúncia.


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