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Discussão da sexualidade polariza eleições de São Paulo

Os problemas da cidade de São Paulo estão ficando em segundo plano


A sexualidade e os pronunciamentos do pastor Silas Malafaia, do Rio, estão polarizando a campanha eleitoral pela disputa da Prefeitura de São Paulo, neste segundo turno. 

A Folha Online alimentou esse nonsense, já criticado pela Folha impressa, ao noticiar ontem (15) que Serra, quando foi governador, produziu um material similar ao “kit anti-homofobia” do Ministério da Educação.

Serra negou a similaridade entre os dois kits. Mas foi Malafaia quem denunciou com ênfase em um vídeo o que seria uma manobra da campanha petista para neutralizar o fato de que o mentor do kit gay é o adversário do tucano, o ex-ministro da Educação Fernando Haddad.

O pastor fez uma ressaltava à cartilha do governo Serra na parte em que diz que ser gay ou lésbica não é uma escolha. Malafaia disse não estar provado cientificamente que a homossexualidade seja de nascença. Por isso, para ele, trata-se uma de “preferência [sexual] aprendida ou imposta”.

Tirando isso, Malafaia concordou com a cartilha de Serra porque se propôs a preparar os professores para promover em classe debate sobre as várias formas de intolerância, incluindo a religiosa e a sexual. Equiparar a cartilha do Serra com o kit gay do Haddad é “uma ofensa à inteligência”, disse o pastor.

Essa é uma discussão que não têm fim, como também parece ser o caso de alguns problemas de São Paulo, como as enchentes, que nessa campanha têm ficado em segundo plano.

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