Pular para o conteúdo principal

Prosperidade reduzirá apego dos brasileiros à religião, diz Shermer



Embora o Brasil seja marcado por uma forte religiosidade, aqui ocorrerá o que já houve em outros países: a prosperidade social reduzirá o apego da população às religiões.

Economia fraca
leva as pessoas
para a religião
A afirmação é do psicólogo e escritor americano Michael Shermer, diretor da Sociedade Cética e criador da revista Skeptic. Ele veio ao Brasil em 2012 para lançar o seu livro “Cérebro e Crença”


No seu entendimento, um dos motivos de a religião estar ainda em crescimento no Brasil e em outros países da América do Sul é o “baixo nível de confiança entre as pessoas” e em relação aos políticos e aos responsáveis pelo desenvolvimento da economia do país.

"As pessoas se voltam para a religião quando seus governos não fornecem uma estrutura social sólida", disse.

Shermer já esteve do “outro lado”: foi um pregador evangélico, daqueles que batem de porta em porta aos domingos. Ele começou a ser libertar da crença religiosa quando ingressou na faculdade de psicologia e hoje é um “pregador” do ceticismo e da ciência.

Shermer reconheceu que os religiosos têm feito coisas que os cientistas não fazem, como cozinhar sopa e cuidar das pessoas pobres. Em contrapartida, os cientistas fazem experimentos e colhem dados para testar hipóteses sobre o mundo, contribuindo para o avanço da humanidade por intermédio do conhecimento.

Michael Shermer
"Mente é capaz de
 melhorar nossa vida"
“A ciência é um método para responder perguntas sobre o mundo natural com explicações naturais, não sobrenaturais”, disse. “É um método que pode ser empregado em qualquer lugar, por qualquer pessoa, a qualquer momento.”

Ele afirmou que as “verdades” da ciência são sempre provisórias, porque novas evidências podem a qualquer momento derrubar as antigas.

Disse que os cientistas são céticos porque “a maioria das ideias acaba se revelando falsa”.

“Os céticos acreditam que a mente humana é capaz de resolver problemas e melhorar nossas vidas através da razão”, disse.



Com informação do portal Terra.

Se dependesse só da crença, não haveria civilização, diz psicólogo.

Comentários

Nano Falcão disse…
Pois eu digo Dr. Shemer que de nada adiantará as pessoas terem emprego e renda se continuarem tendo um nivel educacional de péssima qualidade. Uma pesquisa recente revelou que 38% dos universitários são analfabetos funcionais. Enquanto isso, os estados mascaram o IDEB (indice de Desenvolvimento do Ensino Básico) que o governo criou para avaliar o desempenho do ensino público com o tal "avanço progressivo", que nada mais é do que APROVAR TODOS OS ALUNOS independentes se eles aprenderam ou não. Resultado, temos até crianças com dificuldades de leitura no segundo grau!!!

Aí está explicado o terreno fértil que a expansão evangélica tem para germinar. Os países desenvolvidos não tem menos fanáticos religiosos tão somente porque as pessoas tem emprego e renda, mas porque tem uma educação de qualidade. ENSINO INTEGRAL, por exemplo.

Enquanto o Brasil não seguir o exemplo de outros e adotar o ensino integral, como acontece nos EUA, inglaterra, cuba, japão, china, e grande parte da europa ocidental, entre vários outros paises do mundo, a maioria das pessoas das futuras gerações estarão condenadas a serem idiotas que não sabem pensar por si mesmos, e precisam de pastores para os guiarem, tal como as ovelhas que são.
Anônimo disse…
Excelente comentário, Nano Falcão. Mais renda para o povo sem educação de qualidade só faz prosperar os pastores e todo tipo de charlatão comos os datenas da vida. O dinheirinho "a mais" que poderia ser investido na compra de livros e com a visita em espaços culturais como teatros e cinemas, são entregues de mão-beijada a estes safados.

O povo associa prosperidade material, não como efeito da nossa política econômica, mas sim de um Deus benevolente. O que é um grande atraso em termos de humanidade e de valorização da humanidade.

Se as pessoas entendessem que não há na Terra nada mais fascinante que a nossa própria realidade, talvez parassem de procurar chifre em cabeça de cavalo. Mas a descrença na humanidade e a falta de educação fazem isso.
Raphael Dias disse…
Pouco importa a prosperidade, dinheiro só facilita o acesso a cultura e educação, mas não necessariamente as traz consigo.
Isso é visível nos EUA, que tem uma população alta de cristãos fundamentalistas e um sistema educacional tão falido quanto o nosso, além de uma população vastamente inculta. Pode-se até dizer que os EUA são o "Brasil próspero". Me surpreende o Shermer não ter levado isso em consideração.
Concordo parcialmente. O que dizer de países como os Estados Unidos, os Emirados Árabes Unidos, Brunei, Catar e Bahrein? São todos países prósperos mas que têm uma população muito religiosa.

Acho o Brasil um país um tanto estranho. A religiosidade dos portugueses misturou-se com as dos africanos e indígenas e criou-se um dos povos mais supersticiosos do mundo. Praticamente todo mundo aqui lê sobre horóscopo, anda com amuletos ou coisas do tipo. Tenho até um amigo que é ateu mas acredita em vida após a morte.

Espero estar enganado, mas a religiosidade (ou pelo menos a espiritualidade) parece estar arraigada na grande maioria dos brasileiros, infelizmente.
Foi isso que eu disse...
Próspero disse…
Por isto, os ateus devem apoiar a Igreja Universal (IURD) e outras denominações evangélicas que pregam a teologia da prosperidade.
Raphael Dias disse…
E o pior que nem é possível só dizer que é uma questão cultural, afinal a Europa carregou a igreja católica por séculos nas costas, mas está conseguindo se livrar dela.
Na verdade, só a Europa e parte da Ásia seguiram o padrão "mais prosperidade, menos religiosidade".
Raphael Dias disse…
Este comentário foi removido pelo autor.
Anônimo disse…
Claro enfiar dinheiro no c* de pastores padres etc é um ótimo jeito de enriquecer está apoiado.
Wickedman disse…
Brilhante, Neno Falcão. Nosso maior problema é a educação mesmo. Pena que ao governo não interesse um povo com nível cultural de primeiro mundo, pois eles seriam menos fáceis de governar.
Templar disse…
Lá vem esse papo de novo...
Nano Falcão disse…
Eu diria "aos governos" Wickedman, porque esse problema da educação compete a estados e municipios além do governo federal, afinal, compete aos municipios o ensino fundamental, ao estado o secundario, com estados e municipios dividindo o basico, e o federal cuida do universitário.

Na questão do famigerado "avanço progressivo" não são todos os estados que tem essa praga, onde os estudantes são aprovados por decreto do secretário da educaçaõ; Mas enfim, nesse ano tem eleições municipais, onde se percebe como o tema do ensino é desprezado pela própria sociedade.

Falar de educação é bonito no palanque, mas a verdade é que não dá voto. A maioria dos pais acha que educação de qualidade é construir prédio novo e aumentar o salário do professor, e isso é só a ponta do iceberg.

Na minha cidade tenho tentado fazer os candidatos a prefeito "comprarem" a idéia do ensino integral, mas o atual prefeito é evangélico e parece o menos entusiasmado de fazer tal coisa, porque não acha necessário. Investimento melhor é continuar dando grana pras igrejas e eventos religiosos como fazem por aqui.

Bem vinda ao Brasil, teocracia!
Anônimo disse…
Não sou especialista, mas eu acredito mais na teoria de que o desapego religioso leva a prosperidade, e não o contrário.

Os eua nasceram como uma nação secularista, seus fundadores eram quase sem exceção ateus, deistas ou agnósticos.

O brasil surgiu como uma nação cristã.

Esta teoria de que a riqueza leva ao desapego religioso é muito similar ao mito de que melhores condições de vida levam a taxas de natalidade mais baixas, enquanto que o contrário também se mostra muito mais provável.
Anônimo disse…
Alan Turing era ateu e acreditava de certa forma, em "vida após a morte", ou em uma continuação da consciência após a morte.
Anônimo disse…
Sim, de fato, eis a raiz de nossos problemas, a educação. O que realmente torna uma país menos religiosos não é o fato de ele ser rico ou não, mas sim, seu nível educacional. Do jeito que a nossa educação anda, eu temo uma invasão de zumbis neopetencostais tentando enfiar sua crença goela abaixo nas pessoas.

>>"Falar de educação é bonito no palanque, mas a verdade é que não dá voto."

-Eis uma triste realidade!
Unknown disse…
Os eua começaram como uma nação secular, Fraklin, Washington, Paine, Jefferson e demais patriarcas eram provavelmente ateus, certamente agnósticos.

Isto permitiu que o país se desenvolvesse com liberdade tanto religiosa quanto de expressão, isto permitiu ao país prosperar

Esta situação americana, de se tornar uma nação religiosa fanática é um fenômeno recente, graças a era reagan, bush e demais aberrações...

Não é de impressionar que, os eua estejam entrando em sua pior situação econômica dos últimos tempos
Unknown disse…
Concordo com o Falcão, ensino em turno integral seria um grande avanço, não concordo com Wickedman, a educação não é prioridade dos governos, como dizem que é...mas não por manipulação, é incompetência mesmo.
Anônimo disse…
..."melhores condições de vida levam a taxas de natalidade mais baixas"...
isso não creio que seja mito, a estatísdtica tem mostrado que no Brasil a taxa de natalidade de diminuido nas classes média-alta, apenas os pobres não reduzem, e tome fazerem criancinhas...

Yuri disse…
Eu tb sou ateu e acredito em "vida" após a morte.
Unknown disse…
adorei muito a matéria. grande realidade expressa neste comentário. quero mais.

Post mais lidos nos últimos 7 dias

90 trechos da Bíblia que são exemplos de ódio e atrocidade

Veja 14 proibições das Testemunhas de Jeová a seus seguidores

Morre o americano Daniel C. Dennett, filósofo e referência contemporânea do ateísmo

Entre os 10 autores mais influentes de posts da extrema-direita, 8 são evangélicos

Ignorância, fé religiosa e "ciência" cristã se voltam contra o conhecimento

Veja os 10 trechos mais cruéis da Bíblia

Oriente Médio não precisa de mais Deus. Precisa de mais ateus

Vídeo mostra adolescente 'endemoninhado' no chão. É um culto em escola pública de Caxias

Ateu, Chico Anysio teve de enfrentar a ira de crentes