
Há duas semanas, o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Marco Aurélio Mello, criticou o presidente Lula por ter lançado a poucos meses das eleições municipais o programa Territórios da Cidadania. Claro, trata-se de um programa para cabalar votos para os candidatos do governo e seus aliados.
Lula não gostou e falou algo como que cabe a cada poder não enfiar o nariz no território dos outros, como se em uma democracia os três poderes não vigiam uns aos outros.
Por fim, o presidente disse que não havia crise entre o Executivo e o Judiciário, e a crise, de fato houve, parecia ter sido superada.
Mas agora, veja só, a bancada do PT na Câmara, liderada pelo secretário-geral do partido, José Eduardo Cardozo, encaminhou CNJ (Conselho Nacional de Justiça) queixa contra o juiz Mello sob o pretexto de que ele exorbitou de suas funções.
Ora, quem exorbitou foi o Executivo, o governo petista, que lança mão do dinheiro público às vésperas das eleições municipais para mais um programa engana-trouxa.
Mello hoje lembrou aos petistas que a Justiça Eleitoral tem características próprias, porque pode e deve atuar como instância consultiva de interpretação prévia do Direito.
Cardozo, que é advogado, sabe muito bem disso. O que ele e o PT querem é calar o juiz Mello. Querem sentir-se mais à vontade para praticar as maracutaias eleitorais.
> Marco Aurélio diz ser preocupante tentativa de emudecê-lo. (Folha Online)
> Petistas protocolam queixa no CNJ contra Marco Aurélio. (Folha Online)
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