Caçados por feiticeiros, albinos estão em extinção no Malawi



A ONU alertou que os albinos do Malawi correm o risco de serem extintos nos próximos anos se continuarem sendo assassinados para que seus corpos sejam usados em feitiçaria.

A República do Malawi fica na África Oriental. O idioma oficial é o inglês e a população é de 14 milhões de pessoas.

Estima-se que o país tenha 10.000 albinos, que vivem atemorizados. Eles saem pouco de casa com medo de ser abatidos por feiticeiros ou por seus “fornecedores”.

Albinos estão sendo assassinados ou mutilados vivos

Pelas crenças fortemente enraizadas em Malawi, o uso de parte do corpo de albino em feitiçaria garante a prosperidade, como ganhar na loteria ou arrumar um bom emprego.

A albina Ikponwosa Ero, do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas sobre Albinismo, disse que, pelo fato de o Malawi ser um dos países mais pobres do mundo, a venda de corpos de albinos é muito lucrativa.

“Mesmo na morte, eles [os albinos] não descansam em paz, porque seus ossos são roubados de cemitérios", disse.

Há casos de mutilações de albinos vivos, quando caçadores, com facões, cortam alguma parte do corpo, como membros, pênis e seios.

Os albinos também estão na mira de feiticeiros de outros países africanos, como Moçambique e Tanzânia. Um braço, por exemplo, chega a ser vendido a US$ 600.

Malawi é um dos países mais pobres do mundo






Tanzânia lidera matança de albinos para feitiçaria

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