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Religião, ateísmo, teoria da evolução e astronomia

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Padre Fábio faz defesa da separação entre Estado e Igreja

Melo afirmou que
casais gays devem ter
amparo legal do Estado
No Twitter, o padre cantor Fábio de Melo (foto) tem feito a defesa da separação entre o Estado e a Igreja. No dia 12 de abril, por exemplo, escreveu: “O cristianismo nunca foi vivo e convincente como nos primeiros séculos, período em que vivia apartado do Estado”.

Melo pode estar martelando em ferro já moldado porque, afinal, a Constituição deixa claro que o Estado brasileiro é laico.

Mas, na prática, não é bem assim, porque, como é público e notório, a laicidade é vilipendiada todos os dias por políticos (principalmente evangélicos) que, em determinados temas, tentam influenciar o governo a se pautar por princípios religiosos, cristãos, como se aqui fosse uma teocracia. Daí a importância neste momento das afirmações de Melo a favor de a religião não se misturar com o poder político.

Subjacente à reafirmação do Estado laico estão questões como o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Melo obviamente não defende a consagração do casamento pela Igreja Católica, mas, no Twitter, deixou claro que, quanto isso, cabe ao Estado decidir, e não à Igreja.

Considerando a vocação para a teocracia demonstrada por muitos religiosos, a afirmação de Melo já é um avanço.

No caso de Melo, vale também o que ele não disse, destoando de alguns de seus colegas de igreja.

Por exemplo: pelo menos até agora, ele não recorreu à Bíblia para falar que uma família é obrigatoriamente constituída por um homem e uma mulher.

Já outro padre cantor, o Marcelo Rossi, do movimento carismático, disse em 2012 que o casamento gay “não é Deus”.

No Twitter, Melo escreveu que o Estado deve garantir os direitos civis de duas pessoas que vivem juntas, independentemente do sexo. “O Estado precisa dar o suporte legal.”

Ao jornal “O Globo”, Melo disse estar sofrendo fortes críticas por se manifestar favoravelmente à união civil de homossexuais.

Mas assim ele prometeu continuar tratando da questão, porque é importante que “a religião abra espaço para a dúvida”, mesmo que pareça herético no primeiro momento.

Melo acrescentou que as pessoas precisam saber o que ele acha da homossexualidade, “sobretudo num momento em que o discurso religioso passa por tanto descrédito”.

“[Além do mais], as pessoas têm de saber que o sagrado não se opõe ao profano, nem o contrário.”

Com informação do Twitter do padre Melo.





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