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quinta-feira, 2 de abril de 2015

Humano evoluiu mais rápido do que se pensava, mostra genética

"Adão genético" é
de época mais recente
 do que se imaginava 
A evolução humana ocorreu mais rápido do que se imaginava até agora, de acordo com estudo genético publicado na edição de março de 2015 da revista Nature Genetics.

Os cientistas da empresa deCODE Genetics chegaram a essa conclusão após descobrir que o “Adão genético”— ancestral em comum a todos os homens vivos — viveu entre 175.000 a 321.00 anos atrás, ou 100 mil anos depois do que se imaginava.

Com base nessa descoberta, Kári Stefánsson, da deCODE Genetics, afirmou que mudou o parâmetro de tempo do processo da nossa evolução.

A ancestral comum de todas as mulheres vivas é a “Eva” cujo DNA mitocondrial pode ser rastreado nos atuais dias. Esse tipo de DNA, que se localiza no citoplasma das células, atua no processo da respiração celular.

A “Eva genética” viveu 200.000 anos atrás, o que a coloca na Terra no período de vida do “Adão”, dentro da margem de erro da estimativa. Mas os dois não chegaram a se conhecer. Diferentemente do mito bíblico, eles não foram os únicos seres humanos vivos.

O estudo comparou os cromossomos Y de 753 homens da Islândia. Os indivíduos foram agrupados em 274 linhas paternas.

A idade do “Adão” foi estimada com base em um “relógio molecular” que marca o número de mutações do DNA de cada geração.

“Isso no permitiu traçar com segurança uma linha de tempo”, disse Stefánsson.

Agnar Helgason, também da deCODE, disse que, a partir da nova descoberta, será possível refinar as datas dos principais eventos da evolução humana, como a migração da África para a Europa.

“Agora temos mais informações para saber de onde viemos e quando”, afirmou.

De acordo com outros estudos, o processo da evolução estaria se acelerando, a partir do ancestral que o homem tem em comum com o chimpanzé moderno, há 6.000 anos.

Um estudo da Universidade de Wisconsin (EUA), por exemplo, detectou que 7% dos genes humanos passaram recentemente (em tempo histórico) por mutações.

É o que explicaria a maior resistência à malária em algumas regiões africanas, o aparecimento de pele clara e olhos azuis no norte da Europa e maior tolerância à digestão da lactose.

A mãe de todos


Com informação da Nature Genetics e outras fontes





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