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Religião, ateísmo, ciência, etc.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Fundamentalismo de Feliciano é ‘opinião pessoal’, diz jornalista

Rachel Sheherazade
Sheherazade não disse quais seriam as
'opiniões não pessoais' do deputado
Rachel Sheherazade (foto), apresentadora do telejornal SBT Brasil, destacou na quarta-feira (20) que as afirmações de Marco Feliciano tidas como homofóbicas e racistas são apenas “opiniões pessoais”, o que pareceu ser, da parte da jornalista,  uma tentativa de atenuar o fundamentalismo cristão do pastor e deputado.

Ficou subentendido, no comentário, que Feliciano tem também “opiniões não pessoais”, e seriam essas, e não aquelas, que valem quando o deputado preside a Comissão de Direitos Humanos e Minorias, da Câmara.

Se assim for, Sheherazade deveria ter citado algumas das opiniões “não pessoais” do pastor-deputado, porque ninguém as conhece e seria interessante saber o que esse “outro” Feliciano pensa, por exemplo, do casamento gay.

Em referência às críticas que Feliciano vem recebendo, ela disse que “não se pode confundir o pastor com o parlamentar”.

A jornalista deveria mandar esse recado ao Feliciano, porque é ele que se comporta como pastor em seu papel de deputado, se regendo por uma interpretação fundamentalista da Bíblia, quando o “livro sagrado” do parlamentar deveria ser a Constituição, que, entre outras coisas, determina a igualdade de direitos entre todas as pessoas.

Curiosamente, Sheherazade não fez qualquer referência às acusações de que Feliciano prega a intolerância religiosa, mas considerou intolerantes aqueles que gritam contra o deputado.

Ela falou também obviedades, a de que a Constituição garante a liberdade de crença (o que, aliás, nenhum opositor do deputado está questionando) e a de que Feliciano foi eleito pelo voto democrático, como se isso significasse aceitar sem protestar tudo o que ele tem afirmado.

A jornalista nem sequer tocou na questão que têm levado milhares de pessoas a se indignarem nas ruas: Feliciano não tem o perfil adequado para presidir a Comissão de Direitos Humanos e Minorias, e ele só conseguiu se eleger para o cargo por causa do “toma-lá-dá-cá” entre os partidos.

Jornalista não tocou na causa da indignação

video






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