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Religião, ateísmo, teoria da evolução e astronomia

quarta-feira, 6 de março de 2013

Explicar origem da vida com a religião é ridículo, diz Dawkins

Richard Dawkins
Dawkins disse que
 vale a pena fazer 
proselitismo da ciência
O biólogo evolucionista britânico e militante do ateísmo Richard Dawkins (foto)  disse que compreende a necessidade que as pessoas religiosas têm de se encontrarem com frequência em uma igreja, porque elas precisam de certa comunhão e de rituais. Quanto a isso, disse, a religião tem utilidade. Mas acrescentou ser “ridículo” o uso da religião para explicar grandes questões da ciência, como a origem dos cosmos e da vida. “Parece-me um pouco estranho ter de atrelar uma crença à origem dos cosmos”, disse ele em entrevista à publicação americana Charleston City Paper.

Dawkins afirmou que acredita “apaixonadamente” na verdade científica. “[Ela] é tão maravilhosa, fascinante e intrigante, que vale a pena fazer proselitismo sobre ciência”, disse.

Ele admitiu que esse proselitismo muitas vezes resulta em outro proselitismo, o do ateísmo. Disse que as pessoas podem fazer o que querem, mas não apoia o proselitismo ateísta do jeito que as Testemunhas de Jeová ou mórmons pregam a sua crença, invadindo o domicílio e a privacidade das pessoas para perguntar: “Você está salvo?”

“Eu escrevo os meus livros e os coloco à venda, e as pessoas podem lê-los se quiserem”, disse. “Felizmente, tem sido grande o número de leitores.”

Dawkins afirmou que, a exemplo das pessoas religiosas, todo mundo têm necessidade de construir uma comunidade onde haja interação, o que ocorre não só nas igrejas, mas também em reuniões festivas e esportivas, nas palestras, no amor paternal e amor sexual.

Por isso não lhe agrada a formação de grupos como a “igreja ateísta” que foi aberta recentemente em Londres. “Eu não vejo a necessidade disso, mas, se as pessoas querem fazer, por que não?”

Dawkins, que estava para iniciar mais uma viagem aos Estados Unidos, comentou o paradoxo desse país ter uma Constituição fundada no secularismo e ser ao mesmo tempo o mais religioso do Ocidente. Já na Europa, afirmou, o paradoxo é inverso: a religião se consolidou lá ao longo do tempo, mas é onde a sociedade é atualmente mais secularizada.

Charleston City Paper deu destaque, no título da entrevista, à afirmação de Dawkins de que ele acha que é “um cristão cultural”, ou seja, está inserido em uma cultura cristã, no mesmo sentido em que há judeu ateu, que acredita ser parte da tradição judaica.





Com informação do Charleston City Paper.

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