Vaticano critica concessão de guarda de filho à mãe lésbica

Justiça italiana julgou haver
preconceito contra pais gays
O L'Osservatore Romano, jornal do Vaticano, criticou a decisão da Justiça italiana que confirmou a guarda de um filho a sua mãe, que é lésbica e mora com sua parceira. Na sexta-feira (11), o Tribunal de Recursos indeferiu o argumento do pai de que o filho não terá uma “educação equilibrada” morando com a mãe.

Em referência à decisão judicial, o jornal publicou neste domingo que "o ser humano é masculino e feminino, e a família monogâmica é o ambiente ideal para aprender o significado das relações humanas e haver a melhor forma possível de amadurecimento”.

O jornal tentou minimizar a decisão judicial porque, argumentou, muitas crianças vivem em situação difícil, às vezes sem pai nem mãe, havendo danos em sua formação.

Para o Tribunal, trata-se de “mero preconceito” acreditar que uma criança não possa ser criada normalmente por pais homossexuais.

Líderes do movimento de defesa dos direitos dos homossexuais afirmaram que a Justiça tomou uma “decisão história”, tendo em vista que na Itália casais gays não podem adotar filhos. Católicos fundamentalistas defenderam a família tradicional, com casal formado por homem e mulher.



No Brasil, há várias decisões judiciais, uma inclusive do STF (Supremo Tribunal Federal), reconhecendo o direito dos homossexuais de adotarem crianças.

Nos últimos meses, o papa Bento 16 reforçou sua pregação contra a união gay, chegando mesmo a dizer que se trata de uma ameaça ao futuro da humanidade.

Com informação das agências.

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abril de 2010

Homofobia