“Em vez mostrar o caminho para Cristo, para com Deus, em vez de dar testemunho de sua bondade, eles abusaram de pessoas e minaram a credibilidade da mensagem da Igreja", disse.
"Como se explica que pessoas que recebem regularmente o corpo do Senhor e confessam seus pecados no sacramento da Penitência tenham pecado desta maneira? Continua sendo um mistério. Mas, evidentemente, seu cristianismo não estava alimentado pelo encontro com Cristo."
Para as autoridades da Irlanda (país que já foi um dos mais católicos do mundo), não há nenhum “mistério”. Investigações que resultaram em farta documentação constaram que ao longo de décadas sacerdotes e freiras abusaram de pelo menos 12 mil crianças, com a conivência e acobertamento da hierarquia católica, incluindo o Vaticano.
O resultado é que, na Irlanda, padre virou sinônimo de pedófilo e houve uma fuga em massa de fiéis das igrejas. A ponto de o arcebispo Diarmiud Martin, de Dublin, ter admitido no Congresso Eucarístico que a prioridade da Igreja Católica no país é a luta pela sobrevivência.
A alegação de Bento 16 de que tudo é um “mistério”, em vez de ajudar, poderá complicar ainda mais a Igreja, porque demonstra (ou confirma) que o Vaticano ainda não começou a enfrentar de frente o problema da pedofilia de seus sacerdotes.
Com informação da AP.
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