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sábado, 9 de junho de 2012

Ivan Lessa, ateu famoso

escritor e cronista Ivan Lessa
Lessa: um pagão-ateu 
desde criancinha
O jornalista, escritor e cronista Ivan Lessa se declarou ateu em alguns de seus textos no site da BBC Brasil. Como quando escreveu sobre o apreço que os britânicos têm pelo seu idioma, o que pode ser verificado, segundo ele, na Bíblia, na versão do rei Jaime.

Lessa morreu no dia 8 de junho de 2012 em Londres, onde se encontrava desde 1978. Fumante, sofria de enfisema pulmonar e se recusava a se internar, apesar de suas dificuldades de respiração cada vez mais graves. Foi encontrado morto pela mulher.

Ivan Pinheiro Themudo Lessa, seu nome de cartório, nasceu em São Paulo no dia 9 de maio de 1935. Era filho único do escritor Orígenes Lessa e da jornalista Elsie Lessa. Colaborou em diversos jornais brasileiros e foi um dos fundadores do Pasquim. Publicou três livros, nenhum deles o “grande romance” o qual a sua geração esperava dele.

Chamava o Brasil em suas crônicas de Bananão. Seu estilo era leve, brincalhão (talvez mais para o deboche) e mordaz, sem concessão a ninguém. Na crônica “O papa e o ateu”, por exemplo, ele escreveu: “E no oitavo dia Deus criou Richard Dawkins. Sendo que Richard Dawkins viu que isso era bom e logo se declarou o maior ateísta vivo”.

Algumas de suas frases são consideradas lapidares, como "sincretismo religioso é quando um padre não passa debaixo de uma escada".

Em 2006, escreveu:

Eu sou pagão e me considero ateu. Meus pais preferiram deixar comigo essa história de dar uma chegada à pia batismal, ashram ou seja lá o que for. Também não bato bola nos Agnósticos Futebol e Regatas. Pra mim, isso é coisa de mineiro de anedota. Uma espécie de cerca mais para a física do que a meta.

Agnóstico tem vida boa, lá na ponta esquerda, meio esquecido pelo meia armador. É teologicamente ficar no bem-bom, essa história de que é impossível provar que Deus existe ou não existe.

Trata-se de uma questão de fé, se é que eu peguei direito o espírito da coisa, e que não me façam piadinha besta com “espírito” e “espírito santo” porque, mesmo pagão e ateu, eu acho uma judiação (epa! Perdão, leitores!) fazer uma coisa dessas.

Faço questão de acrescentar que nunca, mas nunca, nunca mesmo, nem no playground da infância ou no porre adolescente, eu argumentei que “deve haver uma inteligência superior por trás disso tudo.


A última crônica de Lessa fez ironia com a morte. Elaborou algumas frases, como "Na verdade, nunca me senti à vontade nessa posição incômoda de cidadão do mundo" e "só quero ver quanta gente vai sincera no meu funeral".

Em 2011, escreveu a crônica "Morrer por Cremação É Joia". Seu será cremado em Londres, conforme seu desejo.

Com informação da BBC Brasil, entre outros sites.





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