EUA condenam monsenhor por acobertar padres pedófilos



William Lynn
Lynn é o primeiro condenado
por acobertar pedófilos da igreja

A Justiça dos Estados Unidos julgou o monsenhor William Lynn (foto), 61, da Arquidiocese de Filadélfia (Pensilvânia), culpado por acobertar padres pedófilos.

O Tribunal da Filadélfia anunciará a sentença na segunda semana de agosto. Lynn deverá ficar preso por um período de 3 a 7 anos. A pena poderia ser maior se ele não fosse absolvido em três das acusações — duas por conspiração e uma por causar prejuízo à saúde de uma criança.

Trata-se de um julgamento histórico porque é a primeira fez que um sacerdote da cúpula da Igreja Católica naquele país é condenado por acobertar abusadores de menores.

Lynn foi considerado culpado por não manter os pedófilos longe das crianças e adolescentes das igrejas e escolas católicas.

No processo em que foi réu constam dois casos de padres pedófilos. Edward Avery, um deles, se declarou culpado antes mesmo do julgamento, e recebeu sentença imediata de prisão, que poderá chegar a cinco anos. Outro padre é James Brennan, acusado de ter abusado de crianças nos anos 1990.

Nos Estados Unidos, a Igreja Católica já foi condenada a pagar bilhões de dólares por causa de seus padres tarados, o que tem sido uma das causas da fuga de fiéis das igrejas. A Arquidiocese de Filadélfia é uma das que não estão conseguindo cobrir seus custos por falta de contribuições dos fiéis.

Acobertamento de pedófilos por parte de bispos e arcebispos tem sido uma acusação comum em países como a Alemanha e Irlanda.

Com informação das agências.

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