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Religião, ateísmo, teoria da evolução e astronomia

sábado, 19 de maio de 2012

Influência positiva da religião, se houve, ficou no passado, há séculos

por Cognite Tute em resposta a um leitor no post
Ateus defensores das religiões têm complexo de Messias

Gustavo: "A religião pode até ser dispensável na elaboração da arte, da arquitetura, da literatura, da música, etc. Mas não dá para negar que ela tem uma influência muitas vezes positiva."

Acho que este é o ponto em que realmente discordamos, a influência positiva da religião. Eu acho que, se houve, foi em nosso passado, em termos de garantir união de grupo, reforçar laços, e algumas outras necessidades, mas não mais que isso. E não atualmente, na verdade, há alguns séculos (milênios?).

O que parece ser uma influência positiva poderia ser mais bem apresentada a partir de outras formas, e sem os danos colaterais (digamos assim) das mesmas.

Claro que é possível usar a ciência, ou melhor, conhecimento produzido por esta, de forma daninha. Seres humanos, em última instância, fazem as escolhas, boas e ruins, sobre o que fazer com um conhecimento.

Mas religiões permitem que escolhas ruins sejam justificadas, por absoluto, e isso torna tudo mais difícil de compensar ou corrigir.

Veja que não estou falando de espiritualidade, como a que Einstein apresentava, e muitos, inclusive ateus, tem. Estou falando de religiões organizadas, estruturas criadas para adquirir e manter poder.

O "deus-de-Spinoza" não é base para uma religião. Ele não existe, ou não se importa, com seres humanos. Se a ordem deste universo deriva dele, ou de forças naturais cegas, dá no mesmo.

Einstein não era religioso, nem acreditava em um deus pessoal. Se pensava que podia entender o universo, a partir de suas leis gerais, isso nada tinha a ver com a intenção de um ser que as teria criado.

Concordo totalmente com a diversidade de pensamento ser importante. Fundamental. Mas criticar um religião é parte dessa diversidade, e, diferente das religiões, não se pretende que essas critica seja absoluta, nem que as religiões sejam destruídas à força.

Como eu disse, religiões e religiosos são coisas distintas. Eu conheço muitas pessoas religiosas que são excelentes pessoas (até porque religiosos são maioria). Mas essas pessoas seriam boas pessoas mesmo se deixassem a religião, a crença.

Acho que Gandhi se enquadra nesse caso. Com ou sem os evangelhos, ainda seria Ghandi. Acho que ele apenas percebeu que, ao usar textos (bem escolhidos, claro) dos textos sagrados de milhões de pessoas, seria mais fácil convencê-las do acerto de suas próprias proposições.

Religião ajudou a evolução humana, mas 'secou', afirma psiquiatra.
junho de 2011

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