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sexta-feira, 4 de maio de 2012

Estado laico já é o grande perdedor da eleição de São Paulo


Hadadd, Serra e Chalita agem como se
fossem candidatos em um regime teocrático
Independentemente de quem venha a ser o ganhador da eleição para prefeito em São Paulo, neste ano, já é possível afirmar que o grande perdedor será o Estado laico porque os principais candidatos, para tentar arrebanhar votos, têm se comprometido com lideranças religiosas muito além do que seria razoável e sensato. 

O candidato tucano José Serra acaba de dizer que acha “legítima” a manifestação das igrejas na campanha eleitoral, ressaltando que só não pode haver da parte dos religiosos uma “militância formal”. Ou seja, fica subentendido que a militância "informal" pode — o que, aliás, já ocorre.

O discurso de Serra é vago e confuso, propositadamente, com certeza. Ele mistura o direito de manifestação das pessoas com a suposta legitimidade das religiões de se intrometeram em questões de Estado.

"(Se) a pessoa tem uma religião e quer discutir princípios, é legítimo que o faça”, disse ele ao Programa Amaury Jr., na Rede TV! “Quem faz a agenda dos candidatos são as pessoas."

Mas, no programa, ele evitou temas que causam desconforto aos que gostariam de substituir a Constituição pela Bíblia, como casamento de casais do mesmo sexo e aborto.

A campanha do petista Fernando Haddad tem sido vergonhosa, porque, para tentar agradar as lideranças religiosas, ele já afirmou que não sabia do conteúdo do chamado kit gay que o Ministério da Educação, em sua gestão, pretendia distribuir às escolas públicas.

Por conta desse kit, a rejeição de católicos e principalmente de evangélicos tem sido tão grande a Haddad, que o governo Dilma (leia-se ex-presidente Lula) deu um ministério à Igreja Universal, representada por Marcelo Crivella, com o objetivo de afagar os devotos descontentes.

O ex-coroinha e ex-seminarista Gabriel Chalita se lançou candidato pelo PMDB apostando no apoio que tem dos carismáticos, que são os “evangélicos” da Igreja Católica. Ele espera contar com a militância dos 33 mil integrantes da comunidade Canção Nova e dos 412 grupos de oração de São Paulo.

Todos, enfim, se curvaram diante da oratória retrógrada e conversadora dos líderes religiosos. E o Estado laico que se dane.

Por que é preciso manter a fé cega e a religião longe da política.
por Cognite Tute em maio de 2012

Petista afirma que religião deve ficar fora da campanha eleitoral.
março de 2012

Religião no Estado laico.   Religião na política.



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