Evangélico critica a lei do ‘Dia do Evangélico’: ‘Estado é laico’

Guilhermino Cunha
Cunha: "A República
nasceu laica"
O presidente da ELB (Academia Evangélica de Letras do Brasil), reverendo Guilhermino Cunha (foto), criticou a sanção na quarta-feira (15) pelo presidente Lula da lei 12.328 que institui o dia 30 de novembro como Dia do Evangélico.

“A iniciativa é simpática, mas a República nasceu laica e assim precisa continuar”, disse.

A ELB foi criada em 1962 pela Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro, da qual Cunha também é presidente. Ele disse que a Constituição – que estabelece a laicidade do Estado – tem de ser respeitada. “O presidente Lula deveria estar atento para isso.”

O projeto de lei do Dia do Evangélico é de um deputado do Maranhão, Cléber Verde, filiado ao PRB, partido ligado à Igreja Universal do Reino de Deus.

O teólogo e pastor Alexandre Marques disse que a lei, além de inconstitucional, é discricionária, porque privilegia uma única religião. Ele falou que, por uma questão de isonomia, teria de ser criado um dia para cada uma  das centenas de religiões que existem no país, incluindo as de tradições africanas e orientais, que foram perseguidas e demonizadas por um longo período.

Esse também é o ponto de vista do pastor Walmir Vieira, da Convenção Batista Carioca: “Se existe um Dia do Evangélico, deveria haver também um dia para os católicos, espíritas e assim por diante”.

A data não cria mais um feriado nacional nem estabelece ponto facultativo nas repartições públicas. Em Brasília já existia uma lei que introduziu a comemoração no calendário oficial do Distrito Federal. Lá, o dia é ponto facultativo.

Com informação do Extra e Correio Braziliense.

Procuradoria questiona o ensino religioso nas escolas públicas.
agosto de 2010

Religião no Estado laico.

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