Condenado pastor que estuprou garota em nome de Jesus

pastor José Leonardo Sardinha
Sardinha disse para vítima
que teve sonho profético
Meados de 2006. Patrícia (nome fictício) estava prestes a completar 14 anos e gostava do filho do pastor José Leonardo Sardinha (foto), da Igreja Assembléia de Deus Ministério Plenitude. Mas o rapaz não se interessava por ela. Mas o pastor, sim.

Então Sardinha disse à menina que teve um sonho profético: se fizesse um sacrifício, como Abraão havia feito na Bíblia, ela conquistaria o seu filho.

O sacrifício em nome de Jesus seria ter com ele relações sexuais por três vezes.

Sardinha recebia mensagens divinas com freqüência, conforme suas pregações aos fiéis, mas nenhuma lhe alertou que ia ser condenado à prisão por estupro e atentado violento ao pudor.

No dia 6 de novembro, a juíza Jucimara Esther de Lima Bueno, da 26ª Vara Criminal Central, de São Paulo, condenou-o a 21 anos de cadeia em regime inicialmente fechado.

Ele já estava preso preventivamente desde 24 de março deste ano no Centro de Detenção Provisória de Vila Independência, para que não intimidasse familiares da vítima, os quais teriam sido perseguidos por fiéis da igreja por algum tempo.

Na sentença, a juíza sublinhou que Patrícia tinha se tornado em  “refém do discurso do pastor”.

Ao se entregar pela primeira vez ao Sardinha, a garota, que era virgem, perguntou se o sonho que ele tivera era mesmo ‘de Deus’. O pastor garantiu que sim, que ele nunca brincaria com o nome de Deus. E em um motel, em três diferentes ocasiões, o pastor abusou da menina, em coito anal e vaginal. A menina sentia dores, mas o religioso dizia que sacrifício a Deus é assim mesmo.

Depois de ter feito o ‘sacrifício’, a garota ficou chateada porque a profecia não se cumpriu: o filho do pastor continuava ignorando-a.

Para acalmar a menina, o Sardinha, em um culto, chegou a pregar que as coisas ocorrem no tempo de Deus, não quando as pessoas querem.

O pastor já tinha dito à menina, na terceira vez que a levou para o motel, que ela deveria ser dele, que ele deixaria a mulher para se juntar a ela.

Patrícia desistiu do filho do pastor e acabou acreditando que o religioso gostava dela. Voltaram a ter relacionamento sexual, agora com o consentimento dela.

Regina, a mãe de Patrícia , disse que não desconfiou de nada. “Ele era um homem de Deus.”

Quando Regina soube do namoro, ela contou para a mulher do pastor, que teria sido perdoado (consta que não foi a primeira vez). Mas logo depois o inferno do pastor ia começar: o caso foi levado ao Ministério Público, que o denunciou à Justiça. 

Na Justiça, o pastor se defendeu dizendo que tudo foi invenção da Regina, com quem, disse ele inicialmente, teve um caso extraconjugal. A invenção, portanto, teria sido uma vingança de Regina. O que não ficou provado.

Além disso, em seus depoimentos à polícia e à Justiça, o pastor se contradisse em vários pontos, anotou a juíza Jucimara em sua sentença, de onde foram tiradas as informações deste post.

Acostumado a ludibriar os féis com a oratória, o evangélico foi condenado, em parte, por suas próprias palavras.

As informações são da íntegra da sentença da juíza Jucimara Esther de Lima Bueno.

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julho de 2010

Pastores pedófilos.