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70% dos ateus não veem imoralidade no aborto, mostra pesquisa

Católicos (70%) e evangélicos (67%) reprovam o aborto moralmente; para ateus, não se trata de um problema ético 


Uma pesquisa nacional mostra que 70% dos ateus não consideram o aborto imoral — índice que contrasta com 70% de católicos e 67% de evangélicos que o reprovam.


Os dados são da Real Time Big Data, cujo levantamento Régua Moral dos Brasileiros ouviu 3.000 pessoas em todo o território nacional.

Entre os sem-religião, a visão sobre o aborto se aproxima da dos demais temas com ampla aceitação: divórcio (81%), contraceptivos (81%) e fertilização artificial (73%).

O contraste com os religiosos é marcante. Para católicos e evangélicos, o aborto lidera a lista de comportamentos imorais, acima de traição, corrupção e uso de maconha.

A faixa etária reforça a divisão. Entre jovens de 16 a 34 anos, 40% reprovam o aborto; entre maiores de 60, a rejeição sobe a 87%.

O mesmo padrão aparece no uso de maconha: 33% dos jovens o classificam como imoral, ante 82% dos entrevistados com 60 anos ou mais.

O perfil ético dos ateus se confirma em outro dado. O Datafolha apurou que os ateus são o grupo que menos apoia a pena de morte no Brasil, com 46% favoráveis, de acordo com levantamento feito em 2023.

Entre católicos, o apoio à pena capital chega a 63%. Entre evangélicos, a 50%. O levantamento ouviu 2.765 adultos em 192 municípios.

Estudos citados pelo Paulopes indicam que ateus cometem menos crimes, respeitam mais as leis e criam filhos com critérios morais mais rigorosos do que a média.

A pesquisa da Real Time Big Data tem margem de erro de 3 pontos e nível de confiança de 95%. O Sudeste concentra 42% da amostra.




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