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Maioria dos brasileiros defende fim da isenção fiscal para igrejas

Ateus lideram a rejeição aos privilégios fiscais de templos em pesquisa que aponta que 60% da população quer o fim da isenção de tributos


Os brasileiros são majoritariamente contrários à isenção de impostos conferida a igrejas, templos e pastores. Mais do que isso: também entendem que a ostentação derivada do acúmulo de recursos por líderes religiosos é “absurda”.

Mesmo com variações entre os recortes da pesquisa, a opinião contra a isenção se sustenta de forma ampla.

Entre todos os grupos analisados, 60% defendem que todas as instituições religiosas devem pagar impostos. Para 35% deles, as igrejas devem ser mais fiscalizadas.


Os ateus registram 83% de apoio à cobrança de impostos para todos os templos. Nesse grupo, 72% exigem rigor na fiscalização das finanças das instituições. É o índice mais alto contra o privilégio fiscal religioso.

O levantamento da Ágora Consultores (DF) ouviu quase 10 mil pessoas. Entre os que não acreditam em deus, 78% classificam como absurda a ostentação de líderes com helicópteros e iates. Apenas 9% dos ateus aceitam o luxo.

A pesquisa nacional indica que 71% aceitariam algum tipo de taxa. Apenas 8% da população geral vê normalidade na vida opulenta de pastores. Evangélicos são os que mais resistem, com 46% defendendo a isenção tributária.

No recorte ideológico, 87% da esquerda quer o fim do benefício. Na direita, o número cai para 34%. O portal Paulo Lopes já reportou casos de pastores que usam dízimos para comprar jatinhos, o que reforça o sentimento de injustiça.

A margem de erro é de 1%. Entre católicos, 57% apoiam a taxação total. O desejo por transparência financeira une diferentes estratos sociais diante de cenas de riqueza extrema em nome da fé. 

Com informação de Ágora Consultores.

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